O que estou lendo?

A minha sede por informação varia um pouco conforme meu humor. Já li muita literatura brasileira, nem tanto literatura estrangeira, desisti no início ler os livros de Allan Kardec (pela minha imaturidade perante a vida, não por preguiça) e por último, alguns livros de fine art que comprei na Livraria Leonardo DaVinci.

Retomei a leitura por revistas quando comprei vários números da Fotografe Melhor, com o intuito de aprender um pouco mais as técnicas que não dominava, além de saber das novidades no mercado de câmeras e no seu editorial. Mas ao longo de 1 ano comprando os exemplares todos os meses nas bancas, percebi que estava lendo mais do mesmo. Somente algumas marcas de câmera eram testadas, a repetição de alguns temas (natureza e newborn…argh!) além das fotos do leitor, que tinham na maioria das vezes o foco em procurar problemas (taca-lhe pau!) do que as soluções para evolução.

Já havia aqui postado também que a minha coleção de revistas brasileiras de motos estava passando para as mãos do entusiasta e colecionador Alberto Jr. (vulgo Makineta) pelo puro desinteresse nestas publicações – mas não no tema motos. Havia desde então ficado órfão de uma publicação inglesa chamada Fast Classics, que no meu ponto de vista, era uma das melhores revistas sobre motos já publicadas.

Só que não, meu chapa

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Passei a comprar essa revista acima, tão ou mais interessante, completa, soberba, bem acabada e, por que não, cara comparada à Fast Classics. Sinto arrepios quando leio que um entusiasta decidiu fundir um bloco de motor de uma Norton de competição baseado nos desenhos originais.

Insano.

Ou que ainda fabricam sob licença uma EGLI-VINCENT, nova em folha, por míseros GBP40000,00.

Nojento.

E, pra minha sorte, os Ingleses não ficam com aquele bairrismo babaca do americano, como se o que eles fizessem fosse o melhor do mundo. Falam igualmente dos Alemães, dos Italianos, do Japoneses: considere que os Nipônicos quase acabaram com as fábricas europeias e dos EUA com sua forte competitividade e qualidade; poderia ali aparecer alguma amargura ou um tom malicioso, vingativo, principalmente pelos empregos perdidos na década de 70.

Mesmo que uma Honda CB seja cópia fiel das BSA.

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E também não tem medo de falar das réplicas, da motos ruins, das difíceis, das derrotas. Todos estão aptos a aprender com essas lições, pois eles entendem que quantos mais souberem e disseminarem a informação, mas viva é a cultura das duas rodas.

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Não tem ali nenhum megaempresário fazendo apologia aos seus magníficos produtos (Paul Teutul?), mas sim ao colecionador e ao mecânico que se fodem por completo tentando manter funcionando uma parte da história.

Huqvarna? Tem sim.

Jawa? Também.

Ícones de competição? Claro.

Franceses? Olha eles aí… Christian Sarron, Japauto, Godier-Genoud…

 

E leio antes de dormir para que possa ter bons sonhos, porque as coisas não andam fáceis.

 

 

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