Testando o Gradiente LAB40

Apesar de hoje não ser um dia dos mais descontraídos, acho que não devo ficar me prendendo aos problemas como se fosse uma âncora no fundo do mar.

Este vídeo mostra o amplificador Gradiente LAB40 tocando pela primeira vez depois de ter retornado do conserto. O resultado final do som me surpreendeu, principalmente com a força dos graves. Sua reprodução tem menos médios do que o AKAI AA5210, que atribuo a sua característica e não um defeito.

O único senão foi de que o técnico esqueceu de trocar a lâmpada piloto, induzindo a deixar o aparelho ligado. Já foi conversado e ele se propôs a trocar assim que eu o visitasse.

 

O próximo video será mais elaborado e aproveitar a oportunidade de testar meu novo telefone.

Um tropeço, um achado

O seu dia de sorte não está marcado no calendário fixado na porta da geladeira. Ele está assinalado no calendário Dele.

Se você não sabe que quando escrevemos Ele ou Dele (com maiúsculas), estamos falando de Deus.

Mas quando Ele decide te dar uma canjinha de sorte, você deve agarrar. O meu dia foi nessa Páscoa, onde passei em casa e visitei os próximos quando o tempo permitiu.

Domingo de manhã, meio preguiçoso para ir a uma feira, com agenda apertada devido a um almoço de família e compromisso de comprar para um colega de trabalho um par de lanternas de Puma GTE, passei por uma porta onde a muito tempo não via aberta. Esta era uma oficina de eletrônica, quase em frente ao meu portão de casa, de um senhor que passou 12 anos fora de lá, morando em outra cidade e pagando um aluguel caro. Não era novidade para mim que ali haviam vários aparelhos que poderiam interessar, mas a surpresa foi de que nada havia ido embora, nem estragado. O que era ruim assim ficou, porque era ruim mesmo.

Entrei e comecei a conversar com ele e, acredito eu, que não tenha me reconhecido; nem minha conversa de “cerca Lourenço” em saber sobre os aparelhos. Perguntei sobre os aparelhos “da casa” (são aqueles que passam a ser da oficina por falta de pagamento ou devolução) e ele me disse que muita coisa tinha sido jogada fora. Entre fios desencapados e estantes cambaleantes, pedi permissão para ver o que ele tinha.

Existe o óbvio, como Gradientes e CCEs, que possuem liquidez por causa dos saudosistas que não tiveram oportunidade para comprar um novo, agora podem realizar o sonho e desfrutar daquilo que não podiam.

Existem também aqueles que são os “micro-preto”, pois são mais difíceis de consertar pela falta de peças, mas não pela qualidade construtiva. Decididamente os aparelhos não fariam parte da minha coleção (exceto pela fácil disponibilidade), mas pelo pensamento que corre a minha cabeça:

“E se eu pagar pelo lote, limpar a loja e anunciar para revenda?”

Daria trabalho em demover a pilha, colocar num carrinho, limpar e catalogar. Provavelmente não pediria ajuda a ninguém. Quem tem alergia ou rinite, que fique de fora.

Por um preço razoável, poderia anunciar e ganhar um trocado. Não ficaria rico com isso.

Os tocadiscos basicamente seriam para doação de peças, pois não acredito que algum ali funcione.

Então: faço o trabalho sujo ou deixo passar?

 

Dirigindo pro evento do Nichteroy – abril 2017

Não existe nada pior do que ficar com o carro sem dirigir por um período de tempo. Tudo parece pior, o freio agarra, o injetor engasga, a porta demora a abrir, o pneu fica quadrado…que merda.

Mas eu tive de me forçar a abrir um espaço na agenda para ligar, dirigir e gastar um pouco da gasolina podium no tanque. Fazer os fluidos circularem diminuem o envelhecimento.

Eu acho que estou envelhecendo mais rápido do que o tempo passa.

Precisamos nos movimentar. Eu e o Dodge.

A câmera é do celular, o suporte é do GPS e não usei microfone externo. Quem achar chato avance para o último minuto do vídeo.

Evento do Nictheroy – Abril de 2017

O relógio passa e você não percebe. Faziam 4 meses que não andava com o meu carro. Fazia 1 mês que não voltava pra casa. Fazia muito tempo que não ligava o Dodge.

E isso se torna um problema. Ter um carro e não poder usar te traz mais problemas que economia de dinheiro. Eis que surge uma pergunta: porquê não posso usar?

A resposta é simples: porque não estou próximo a ele e não posso viajar o tempo todo. Sai caro, muito caro mesmo com um carro 1.0 e procurando os postos de combustível com preço mais baixo, mas não me permitindo abastecer com produto duvidoso.

Se eu voltasse pra casa todos os finais de semana, custaria no mínimo R$600,00/mês. Imagine como esse dinheiro poderia ser revertido?

  • Em 2 meses compraria uma quadrijet;
  • Por mês teria um bom receiver vintage;
  • De 3 a 4 jantares em um bom restaurante;
  • A cada 20 dias encheria o tanque do Dodge de gasolina pódium.

Não é questão de ser muquirana. É pensar nas prioridades.

Mas mesmo assim sobrevivo e tento me divertir com o que há. Por isso forcei a minha própria barra em ir ao evento, não esperando encontrar ninguém sequer fazer compras no Sam´s Club. Ainda sim vale à pena.

 

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Vendendo, embalando e expedindo: Revox B226

Os meus 2 últimos envios de aparelhos vendidos foram submetidos a eventos inusitados. Ambos despachados simultaneamente nos correios tiveram destinos diferentes e conclusões pra lá de exóticos.

O tape Technics M8 foi vendido através do MercadoLivre e despachado no dia 02/03/2017 na agência Jacuecanga com destino a Porto Alegra – RS. Chegou no dia 08/03/2017 com um belo rasgo na caixa. Não danificou o aparelho mas trouxe um receio para enviar os próximos aparelhos.

Já o Marantz 5030, despachado no mesmo dia, mesma hora, caixa do mesmo tamanho, mesmo peso, mesmo operador, destino dentro do Estado do Rio de Janeiro ( na Barra da Tijuca mais precisamente) chegou intacto no dia 16/03/2017 (1 semana depois do prazo legal contratado). Isso me deu arrepio pois, mesmo contratando com seguro, eu haveria de tomar um prejuízo por dividir o valor reembolsável ou restituir integralmente o valor da venda.

Depois deste evento decidi tomar uma decisão que não me custa nada e só me traz evidência do que fiz: filmar tudo. E explico o porquê.

Tenho acompanhado o canal do Carlo Mergulhão no Youtube, onde ele posta diversos vídeos sobre eletrônica, principalmente de aparelhos de som. Como projetista e fabricante, seu conteúdo é basicamente para não iniciados e vem recheado de informações que, se monetizado, seriam muito caras.

Percebi que periodicamente ele posta alguns vídeos sobre seus kits vendidos por encomenda e em funcionamento, alguns com pouco menos de 5 minutos. Qual a lição que tiro disso? De que ele deixa bem claro o estado de funcionamento do aparelho e que, se algo ocorrer de errado, ficaria evidente de que não é um erro na montagem nem dos componentes ali instalados.

Voltando à minha realidade, decidi carregar o vídeo sobre as embalagens que providencio para que o comprador saiba como está recebendo. Se não vier da mesma forma, posso usar para abrir um processo contra os correios.

Enquanto não vendo: Pioneer CT-W503R

Não deveria ficar desfalcado de aparelho, já que possuo alguns que estão guardados para venda. Esse Pioneer já havia filmado em funcionamento no post https://v8andvintage.wordpress.com/2016/09/13/pov-philco-hitachi-psr-61-pioneer-ct-w504r-polyvox-vox70s/, ainda em Cabo Frio e usando a GoPro sem microfone externo.

Agora, munido de microfone de lapela, programei uma filmagem com um pouco mais de esmero. Ao invés de gravar com o BlackBerry, decidi usar o tablet Samsung Tab3 com o mesmo microfone externo. As considerações vem ao final do vídeo.

1 – O microfone externo no Tab3 induz um pequeno zumbido de fundo, não muito evidente no meu vídeo devido a minha edição;

2 – A gravação é pobre de graves e excede nos agudos. Para quem ouve ao vivo, está bem mais equilibrado do que o gravado;

3 – Não consegui resolver a equalização, nem no tablete, nem no editor de vídeo;

4 – A resolução da gravação é HD (720 x 480), pois ao tentar fazê-lo em 1080 (full), o ruído induzido pela interpolação estraga qualquer pretensão de qualidade;

5 – A banda que toca está escrita no verso da fita, conforme o vídeo mostra. Quem assistir vai descobrir.