Um papo a bordo de uma nave

Passear de v8 devagar, conversando e matando saudades, não tem preço!

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O que houve de errado?

Eu havia pensado em utilizar essa caixa acústica National-Panasonic SS8000 para um primeiro projeto de personalização de equipamentos de audio, com a colocação de divisores de frequência mais adequados, conectores traseiros de qualidade e um acabamento externo esmerado.

Não imaginava que a base de meu primeiro projeto estava totalmente comprometida.

Tudo indicava que seria um projeto bacana pela frente…

…mas por trás as noticias não eram boas.

O que eu tinha diante dos meus olhos era um projeto sendo abortado. Os cupins atacaram o aglomerado do gabinete (mas não do painel frontal), tornando todo o conjunto muito frágil. Não havia percebido o tamanho do estrago até abrir a tampa traseira – imaginava que era um esfarelamento pela falta de cuidado até então.

É como fazer um remendo novo em calça velha: o desafio não teria recompensa alguma. Custo alto, benefício baixo.

Ao menos os alto-falantes não foram comprometidos. Eu os retirei do gabinete para aproveitá-los em um outro projeto. Não desperdicei tempo e dinheiro na montagem dos divisores e de um novo painel traseiro.

Como esse woofer foi fabricado no final da década de 70, não teríamos disponível os parâmetros Thiele-Small a fim de projetar um novo gabinete aproveitado o máximo da capacidade. Vou contratar um profissional para levantar os dados e, daí, gerar a curva de rendimento usando software WinISD. Considerando a litragem calculada a partir de tais parâmetros, o ajuste dos componentes estará otimizado nas baixas frequências; médios-altos ficarão por conta do ajuste do divisor, característica possível somente no modelo que importei.

Quero botar minha veia criativa adiante, meus conhecimentos de marcenaria à prova e jogar meu ócio no ralo. Aliás, tenho disponível 1 par de 10″ e um outro par de 8″ para os mesmos projetos. A minha criatividade está indo longe…flying so high!

Heathkit AA-14: etapa da restauração eletrônica

O pequeno notável agora funciona normalmente, com qualidade que inicialmente me impressionou. Mas para que isso acontecesse, tive de recorrer a um artifício técnico-esotérico: trocar de caixas acústicas.

Meu pai usava um par de caixas National-Panasonic de um 3×1 desfeito pelo meu sobrinho. Estas me foram doadas por ele mas a falta de espaço não me permitiu utilizá-las. Na ocasião deixei com meus pais para que pudessem ouvir música, ligadas aos diversos receiveres e amplificadores que disponibilizei. Na última configuração, o som do Sansui 1000x me parecia muito velado, sem brilho algum, provavelmente pelo cansaço de seus componentes. Eu o colocaria para descanso (no banco de reservas) assim que tivesse uma oportunidade de substituição…

 

“SUDERJ INFORMA SUBSTITUIÇÃO: sai Sansui, entra Heathkit”

 

Mas para minha surpresa, o Heath também me pareceu velado e sem força na armação das jogadas. Eu já havia planejado substituir esse par National e colocar o Samsung no ataque, também oferta do meu sobrinho. Caixas menores e mais modernas, estavam sem uso desde que desmobilizei de Angra dos Reis e trouxe tudo de volta – confirmando que a minha decisão foi correta…

 

“SUDERJ INFORMA SUBSTITUIÇÃO: sai National, entra Samsung”

 

E aí o time se azeitou!!! Tudo passou a funcionar melhor, que estava sando vaiado passou a ser aplaudido. A troca de passes passou a funcionar sem erros, bola chegando na área e o jogo foi vencido com folga, onde minutos antes o temor era de derrota. Tudo isso que escrevo aqui foi presenciado pelo público pagante.

 

“BURRO, BURRO, BURRO…”,

 

gritava a torcida antes da revolução acontecer. Agora a galera ovaciona:

 

“OLE, OLA…O HEATHKIT TÁ BOTANDO PRA QUEBRÁ!!!”

 

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O conserto não o fez tocar como um Phase Linear, um Accuphase, um MBL; o que o fez foi reproduzir de forma muito mais equilibrada do que poderíamos esperar de um amplificador criado para ser montado por crianças e amadores – projeto do inicio da década de 70, onde as tolerâncias eram muito maiores e as exigências pífias.

Caro leitor: você já tem ideia dos elementos que participaram e fizeram com que todo o processo apresentasse um resultado tão bom? Espere o próximo post do blog para debatermos então.

Finalmente o sonho se realiza

As poucas pessoas que me acompanham aqui no blog já perceberam que tenho vários aparelhos de som vintage guardados enquanto não eram usados. Ensacados, engavetados, engaiolados ficaram por muito tempo. Trouxe todos de uma única vez como foi postado em março deste ano (https://v8andvintage.wordpress.com/2017/03/01/trazendo-tudo-que-possivel/).

Com a mudança do meu endereço residencial, pude planejar e projetar o mobiliário que queria para guardar os aparelhos da coleção. O espaço que tenho não é tão grande que me permita aumentar a coleção; talvez isso seja bom para que eu redefine/refine e não acumule. Não fiquei noites sem dormir por causa disso, mas o projeto foi e voltou umas 10 vezes do projetista somente acertando os detalhes. Cor e padronagem são fáceis de escolher.

Material entregue, ficou todo guardado na minha sala pois no quarto estavam os aparelhos todos ensacados. Cada peça era acondicionada em plastico bolha, etiquetada e com proteção de quinas. A montagem ficou agendada para o meu primeiro dia de férias para que eu pudesse acompanhar tudo nos mínimos detalhes, pois depois para acomodar tudo o problema ficará sobre os meus ombros. Feliz fiquei e feliz estou para poder desfrutar.

As proteções de quina das peças serviram como proteção para os equipamentos em que os pés estão danificados, podendo arranhar a prateleira.

A arrumação inicial, tentando combinar marcas iguais e aparelhos com dimensões próximas.

Posso ficar deitado na minha cama ouvindo música e apreciando os aparelhos. Não tenho qualquer vergonha em expor um receiver sem os knobs, porque vai ser restaurado e não há motivo para que eu o esconda. Se você buscar fotografias e vídeos sobre oficinas de restauração de carros, as mais conceituadas mantém os exemplares devidamente estacionados, alguns sobre cavaletes e com caixas de peças catalogadas.

Isto significa que “temos orgulho do que fazemos, não importa o estado”.

Kevin Kay Restorations – Aston Martin Specialist

Ou…

Tuthill Porshe Restoration

 

Entendeu onde quero chegar?

3º Encontro Anual do Nictheroy Veículos Antigos – 02/08/2015

Desta vez pude participar com mais dedicação desse evento que era tão esperado por diversos antigomobilistas, entusiastas e clubes do Estado do Rio de Janeiro.

O tempo no inverno, como quase sempre no RJ, permite um evento ao ar livre para que todos possam desfrutar, sem ter de recorrer às sombras e ao carroceiro do picolé. Dia agradavelmente bonito, temperatura alta para um domingo invernal, tivemos excelente público e muitas barracas de peças.

Na minha modesta opinião, o lugar é bonito demais e não comporta mais tantos admiradores querendo ir a um mesmo lugar. Além disso, o bairro é caminho para as praias oceânicas de Niterói, aumentando o tráfego e piorando o congestionamento que ocorre lá frequentemente.

Eu, se pudesse escolher, faria os encontros no Caminho Niemayer, que é amplo, bonito e fácil acesso. As fotos dirão por si só.

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A qualidade dos carros foi mediana. Com relação à diversidade, devido a ser um evento aberto a todos (com mínimo de 30 anos de fabricado), atraem aqueles carros mais populares: VW e Opalas.