Um papo a bordo de uma nave

Passear de v8 devagar, conversando e matando saudades, não tem preço!

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Não pude resistir: história sobre história.

No horário do meu almoço volto cedo do restaurante para assistir alguns vídeos selecionados no youtube, onde estou inscrito em vários canais. Num um deles, HAGERTY, tenho o deleite de acompanhar e rever quando posso os episódios do “The Barn Find Hunter”, que busca por carros antigos em todo território americano, quase sempre com sua Ford Woodie.

O problema é que no episódio #10, o host dirige pelo setor decadente de Detroit (Michigan) donde eu consegui tirar um still (foto) de onde ele passava no momento da abertura. Provável base fabril da Packard, onde um pórtico atravessa a rua e ostenta seu nome e um relógio que há muito não é útil. A imagem dura alguns poucos segundos mas simboliza a decadência do lugar e a beleza que resiste ao tempo.

Aliás cabe aqui contar uma breve história…

Estudei na Universidade Santa Úrsula com algumas pessoas que ainda fazem parte de meu ciclo de amizades. Dentre eles alguns veteranos que infelizmente perdi o contato. Nicolas Jancson, nosso colega da época, Engenheiro e Mecânico de mão cheia, habilidosíssimo e pessoa sem limites para criatividade era sempre um bom papo. Por 2 oportunidades ele viajou aos EUA para estagiar e lembro de uma das vezes, numa forjaria.

Quando ele retornava ao Brasil todos nós ficávamos ouvindo as histórias muito interessantes, recheadas de humor e com uma clareza de ambiência que poucos sabem relatar. Durante uma dessas conversas ele havia contado que, como trabalhou em Michigan, teve a oportunidade de visitar a parte antiga de Detroit. Relatou com riqueza de detalhes o estado dos prédios e o total abandono do lugar. Estarrecido perguntei o motivo disso e a resposta foi clara: é muito caro reformar; melhor construir tudo novo do jeito que precisamos.

Vendo esse video abaixo tenho a certeza de que ele vivenciou o que contou, portanto não era um mentiroso. De um total até agora de 23 episódios, o de número 10 ao qual me refiro está aqui embaixo.

Postagens todas as segundas-feiras

É isso mesmo…todas as segundas-feiras farei postagens sobre carros, motos, som e antiguidades em geral. Sempre que possível terá também videos produzidos por mim e carregados no youtube.

Enquanto isso vamos desfrutando do “eye-candy”.

 

 

 

Evento anual do Nichteroy – 2017

Me desdobrei para ir ao evento deste ano. Chegando tarde em casa no sábado, suspeita de pane seca no Dodge e um carro que com sua capa não é lavado a quase 6 meses, meu irmão visitando meus pais por ocasião do aniversário da filha, eu enchi meu peito de coragem e dar um “foda-se” ao cansaço.

O lugar deste ano é tão bonito quanto aos anteriores, mas os acessos são melhores e é mais confortável para quem está somente querendo passear. Os quiosques e os food trucks não apresentam o mesmo refinamento e conforto dos restaurantes da orla da Praia de São Francisco, mas não decepcionaram. Chegar cedo neste evento não somente é uma estratégia como também uma necessidade. Precisava depois voltar pra casa, arrumar tudo, almoçar e depois dirigir 2,5 horas até Angra dos Reis.

Até o momento que estive (12:00h) não vi algo que muito diferente dos outros eventos. Exceto pelo pessoal dos Fiats 147, onde um associado levou uma Oggi CSS. Soube também que vários Ford Mavericks deixaram de ir ao evento pois havia outro sendo realizado na mesma data.

Alguns objetivos foram cumpridos: tirar o carro da garagem, encontrar os colegas com quem só falo no whatsapp, ver as barracas de memorabilia e peças. Repetindo o que fiz ano passado, filmei mais que fotografei, rendendo 2 videoclipes pequenos mas bem interessantes. Percebi que é melhor filmar e resumir com clipes personalizados do que ficar narrando toda e qualquer coisa que aparecesse. As músicas agora, por experiência que venho obtendo, são sem direitos autorais e não sou penalizado no youtube.

Com a vida carregada de muito trabalho e quase zero de lazer, foi lucro.

 

 

 

 

 

Mostrando a cara: dicas de como escolher seu primeiro carro antigo.

Não lembro de um tutorial disponível de como comprar seu primeiro carro antigo (não estou dizendo que não exista; só não lembro). Poucas pessoas se dedicam a explicar como, porquê e quando. Poucos mostram a cara pra bater.

Minhas dicas podem não agradar aos já introduzidos ao antigomobilismo, mas certamente orienta aos marinheiros de primeira viagem. Não é “cagação-de-regra” como já ouvi; é aconselhamento.

E de graça.

Jogando fora um carburador: DFV 228

Esse carburador me foi encaminhado para tentar alguma recuperação sem recondicioná-lo. O carro que utiliza é um Opala 2500 que está parado na garagem. Pensei ainda em colocá-lo em um banho de ultra-som para retirar impurezas, colocar nova boia, estilete e juntas, mas…

Instantâneo 1 (05-06-2017 09-46)

…o caboclo furou a base do carburador para colocar o maldito injetor de GNV.

Uma coisa é não saber o que está fazendo; outra é fazer merda deliberadamente.

Assistam ao vídeo e entenderão.

Imprimindo uma marca, parte 2

Os poucos que leram o meu post anterior (https://v8andvintage.wordpress.com/2017/05/08/imprimindo-uma-marca/) podem ter ficado com dúvida sobre o real propósito de criar uma marca. Acho que aqui não só vou esclarecer como colocar no papel meus pensamentos.

1 – Carros:

Adquiri um conhecimento razoável e participei de alguns projetos que me deram experiência para iniciar os meus próprios de personalização. Quando escrevo personalizar recaio sobre o termo em inglês Bespoke, que traz ao seu empenho a característica básica que não se repetiria em outro projeto.

Eu não fiquei restrito a execução dos projetos, mas também no planejamento de vários deles. Tenho em minha mente os Lessons Learned, onde aprendi muito com os erros do outros. Não é cópia; é aprendizado.

2 – Motos:

Quando mais jovem e durante férias frequentava muito a oficina mecânica do Issa, em Barra de São João, local que só no início levei minha mobilette para manutenção. Depois disso passei a fazer eu mesmo esse trabalho.

Isso não me limitou a ficar nesse mundinho do aro 17″, mas eu aproveitava cada minuto para aprender sobre outras motos. Nesta mesma época acompanhava um colega chamado Douglas, que tinha a sorte de ter algumas motos dos meus sonhos:

  • RD350 1973;
  • GT 250 1972;
  • RD350 1997;
  • K900 1970;
  • CB450 1988.

Mexia dali, fuçava daqui, sonhava acolá. E me diverti muito.

O meu dia a dia é de acompanhar e inspecionar fabricação mecânica, soldagem, montagem, pintura, acabamento, testes, cálculos, emitir relatórios, atender auditorias…mais experiência agregada. E posso levar todo esse conhecimento para a construção de equipamentos personalizados.

3 – Som vintage:

Talvez seja o tema onde teria mais conhecimento mas menos habilidade manual. A curva de aprendizado foi gerada enquanto fui responsável por manutenção de equipamentos inclusive eletrônicos, somado ao que aprendi na Universidade me permitem opinar e fazer as melhores escolhas.

Novo madeiramento, novo acabamento, novos gabinetes, todos recaem sobre fabricação mecânica onde já atuo. No caso de eletrônica pesada, como sempre fiz, passarei para mão de terceiros.

Aliás, taí um mito no ramo da personalização: a terceirização.

Não há espaço hoje para que haja uma horizontalização das atividades empresariais. Em grandes empresas antigas que visitei, muitas delas tiveram ativas um setor de marcenaria onde fabricavam o próprio mobiliário. Hoje isto soa absurdo, considerando a quantidade de fabricantes de mobiliário existentes no mercado de alta qualidade.

Muitos empresários tem a idéia e a capacidade de gerenciar, que por fim terceirizam todas as atividades meio.

Não há nada de mal nisso e não vejo outra alternativa. Contrate os melhores e serás um deles.