Postagens todas as segundas-feiras

É isso mesmo…todas as segundas-feiras farei postagens sobre carros, motos, som e antiguidades em geral. Sempre que possível terá também videos produzidos por mim e carregados no youtube.

Enquanto isso vamos desfrutando do “eye-candy”.

 

 

 

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Imprimindo uma marca

Alguns sonhos nunca saem da sua cabeça. São eles que te motivam a acordar pela manhã e fazer algo útil, produtivo e deixando um legado. Esse legado é o que me incomoda hoje. E muito.

Há uma palestra carregada no youtube do Mario Sergio Cortella, no qual ele pergunta: se você não existisse, que falta faria? A pergunta ela te induz a uma resposta emocional, onde com certeza a resposta seria direcionada à sua família e seus amigos. Mas não é bem isso que ele quer saber: a resposta deveria ser sobre sua imortalidade de idéias e de atitude.

Eu venho maquinando a muito tempo sobre fazer algo diferente do que faço agora, mas não distante do que já lidei. Quando entrei para Engenharia Mecânica na Universidade Santa Úrsula, meu foco era a industria automotiva donde comecei sendo estagiário do laboratório de motores desta instituição tamanho meu entusiasmo. Depois obtive diplomas da Chevrolet por meio de cursos na Semana de Engenharia. Por mais que queiramos muito uma coisa, tenho certeza de que o destino te empurra para uma lado, não te dá satisfação e também você não percebe que mudou o rumo quase por completo. Sua mente fica dormente e uma cegueira te aplaca quando você começa a ganhar algum dinheiro com isso. Aliás, você sempre considera que deva haver alguma recompensa pleo trabalho realizado.

Essa força foi empurrando, empurrando, empurrando… e foi aflorando uma insatisfação incomoda; e deveria ser assim mesmo. Acredito que a chegada aos 40 anos tornou meu intimo muito mais insatisfeito do que de costume, percebendo que uma vida corria lá fora e aqui, fazia tanto frio. Vida gelada, sem entusiasmo, raros momentos de prazer genuíno. Tocando a vida com uma baseline bem modesta, não havia grandes flutuações de entusiasmo e frustração. Nessas horas, o morno é uma bosta. Não há precaução nem coragem.

Muitos assim querem tocar sua vida, burocrática e sem grandes experiências. Não estou disposto a isso, porque quero ver o por do sol na janela de casa, não na janela do ônibus.

Hoje, baseado nos compromissos que tenho, estou preso a essa realidade de acordar 5:30, botar o macacão, ser burocrático, almoçar, ser burocrático, ir embora 18:15, jantar, ficar com uma cara de idiota frente à tv, ir dormir. Não sou criativo, não sou exigido, não sou destacado, não sou percebido. Isso mexe com o humor, com as relações interpessoais, com a família, com o casamento. Dificilmente há um sorriso.

Qual então seria o meio de mudança prevista, prática e factível? Criar sua própria marca. Produzir e divulgar o seu trabalho, handmade, trabalhar com a função e a estética, lidar com as pessoas, ser estimulado, lidar com o belo e fazer o belo.

Sim, eu posso e sei como fazer.

Sim, eu sei onde e por quanto

Sim, eu sei com quem e aonde.

Mas eu não posso pensar em tocar esse projeto somente quando a vaca for pro brejo. Tenho de arrumar um meio de fazê-lo em paralelo ao que faço, enquanto tenho dinheiro e saúde.

Nada disso vem gratuitamente e nem sem esforço. Requer inclusive muito estudo de como colocar suas criações disponíveis no mercado, de como apresentar uma proposta e de como não cair na tentação de querer ganhar dinheiro no primeiro trabalho. Estudo de Briefing, mercado, publico-alvo, valores e o mais importante, o logotipo.

E alguém quer o meu serviço, minhas idéias e meus produtos nessa crise que vivemos? Sinceramente não sei. Não são gêneros de necessidade mas também não são de luxo. Em uma economia pujante com certeza eu teria clientes. Agora, só dúvidas.

Até agora isso me custou algumas horas de conexão de internet, já pagas e sem franquia. Tá barato.

Gravando vídeos com microfone externo

Para alguns os meus vídeos são produzidos com qualidade razoável. Já outros acham muito ruins. Tem também aqueles que não acham merda nenhuma.

Com a finalidade de melhorar o conceito para os 2 primeiros e também para o meu intimo, comecei a pesquisar como fazer meus vídeos saírem com – ao menos – um som de qualidade melhor. Inúmeros vídeos carregados no youtube mostram de como fazer, dentre os amadores e os profissionais, as opções são diversas entre processos, acessórios para vídeo e os microfones suportáveis.

Sendo honesto, minha maior preocupação era enquanto dirigindo o meu Dodge, o áudio captado fosse do motor, e não do vento que batia na câmera nem os eventuais ruídos internos do carro. No meu entender, quando filmo enquanto dirijo, o som deve vir do motor e sem interferências.

As opções do mercado são inúmeras e todas levam ao mesmo lugar: microfones externos importados. Minha escolha recairia sobre algum modelo que tivesse cabo de conexão comprido (mais de 2m) para que pudesse atravessar todo o comprimento do carro. Esperava também que ele fosse universal, plugando e funcionando no celular, no tablet, na Gopro e na Canon T3.

Agora começam as considerações:

a) A Canon T3 não suporta fone externo. O slot lateral da câmera suporta HDMI, USB e controle remoto. Ou seja: feeeeerrrrooo!

b) A Gopro só suporta seus próprios acessórios. Você compra o cabo de adaptação USB-P2 genérico e descobre que ele é 5-pin, quando para funcionar corretamente demanda um 10-pin. Feeeerrrrroooo 2!

c) Você encontra todos os tipos de cabos e microfones para gravação, mas para descobrir qual é compatível, somente levando todos os seus dispositivos e testando cada um deles. Feeeeeerrrrrrrooooooo 3!

d) Mais uma vez você encontra mais do mesmo no mercado. Assistindo os vídeos no youtube, a quantidade disponível de acessórios, lentes, grip, microfone para smartphones impressiona; o problema é que você não encontra nada por aqui. Feeerrrrrrroooooooo 4!

No fim das contas, escolhi o microfone de lapela da Boya com cabo de 6m, sendo testado somente no Blackberry na loja.

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Sua construção parece robusta suficientemente para aguentar o serviço. Sou cuidadoso com as coisas, portanto espero que ele dure para sempre.

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Ele tem uma fonte de alimentação alimentada por uma bateria de relógio, com função “smartphone” e “câmera”, onde liga e desliga a fonte conforme a aplicação.

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Como se espera, o tamanho é diminuto. Por isso ele existe.

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A pinagem é própria para smartphones e tablets, na configuração TSSR:

Tip+Sleeve+Sleeve+Ring.

Para uso do microfone, só servem o Sleeve+Ring, pois estes são os conectores para microfone independente do fabricante.

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Devido ao sue baixo peso e ser pequeno, pode ser colado em qualquer lugar. Para isso usei um microfone de notebook e seu suporta para adequa-lo à minha necessidade.

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Sim: esparadrapo para fixar. Barato, fácil, removível.

A oportunidade ocorreu quando recebi de meu sobrinho um par de caixas acústicas de micro system. Elas estavam guardadas e então pedi empretada para poder ligar o amplificador Akai e ter som em casa.

Fiquei surpreso com a sonoridade, mesmo que ainda não tenha feito horas suficiente para a tal “queima” ou “burn in”, onde os componente amaciam e funcionam melhor.

 

Breves considerações:

1 – Não sei se partiu a decisão do smartphone ou do microfone de atenuar os graves durante a música. No início os graves são fortes, mas enfraquecem quando a música entra com todos os instrumentos;

2 – O som desse microfone é bem melhor que o interno, posicionado à minha frente sobre o tapete. A sala não ajuda na acústica, sendo percebido um pouco na gravação;

3 – Com a possibilidade de me afastar da fonte sonora, filmar outros cantos da sala sem que a qualidade do som se altere, já garante sucesso no que eu empreendo.

4 – De uma certa forma, as caixas me surpreenderam na qualidade sonora. Muito leves e com um fio polarizado AWG16, pode ser melhor do que já é.

5 – Por último, não sei se conserto o Sansui AU555 ou se taco fogo…

 

[POV] Sansui AU555 + Bluetooth Philips + BlackBerry Q5 + Caixas Aiwa

Havia uma promessa da minha parte para quem me acompanha que faria um vídeo do set montado conforme o título do post. Esse é aquele que ouço durante semana, considerando que estou deslocado de minha residência (a contragosto) mas tenho a necessidade de ouvir um som que não seja pelos fones de ouvido.

A outra promessa diz respeito a mim e minha esposa. Estava cansado de levar e trazer aparelhos e mídias de um lugar a outro, porque o trabalho que dá não compensou. Da última vez eu trouxe um baú com lps, um toca discos, um tape deck e 15 fitas, VHS e suas fitas, dvd e seus discos, cd, receiver e uma mesa para colocar quase tudo que escrevi. Na hora de ir embora, essa bagulhada toda teve de caber na mala de um hatch com banco traseiro recostado. Por muito pouco não consigo levar minhas coisas de volta pra casa.

E isso cansa muito. Não tenho elevador onde moro, não tenho ajuda exceto da minha esposa e tudo é muito pesado de carregar. A necessidade de trabalhar e morar fora de sua residência tem desses inconvenientes, ainda mais agora que não há qualquer ajuda de custo pela empresa.

Ou aceita, ou vai pra rua.

Um motivo que me ajudou a tomar essa decisão foi o fato de que os apartamentos hoje possuem um receptor de tv por assinatura dedicado. Antes o sistema era coletivo, com meia dúzia de canais e qualidade de imagem e som péssimas. Não adianta reclamar porque ninguém se importava. Agora eu me permito sonhar assistindo a Discovery Turbo…

Este apartamento é melhor mobiliado do que os 2 anteriores que, consequentemente, traz mais conforto ao dia-a-dia. A paisagem que aparece bem ao final do vídeo é da varanda que temos aqui, direcionada para a Praia do Marinas e sua respectiva estrada. O visual é realmente muito bonito, mas considere que você só poderá ver pois essas aguas são impróprias para banho.

Diante de tanta noticia ruim, que vem tanto dos telejornais quanto da mesa ao seu lado, fica difícil ser otimista e ter um momento de relaxamento. Eu tenho ficado longe de todas as rodas de discussões para não me contaminar e manter o astral a um nível razoável. Na maioria das vezes é uma tarefa árdua, que afeta seu sono e seu humor ter tanta energia negativa ao redor.

Transitoriedade

O tema pode parecer complexo, longe da compreensão de muitos de nós, que não nos damos conta do que é transitório.

Acredito que poucos são os seres humanos preparados para a transitoriedade. O luto, o desemprego, a aposta na loteria e o desquite são parte do que poderemos encontra na nossa trilha aqui na terra.

Transitoriedade das coisas

Definitivamente a maioria dos latinos e ocidentais não está disposto a perder um ente querido, um cachorro ou um ser vivo no qual ele considerou estar ao seu lado para o resto da sua vida. Algumas culturas lidam muito bem com a transitoriedade, sendo inclusive uma das bases do kardecismo, onde considera que estamos aqui na terra de passagem. É claro que não é fácil se conformar com a morte de um parente, pois fazemos planos para nossa vida com a presença de alguns deles, compartilhando os sucessos e as derrotas, tendo alguém ao nosso lado para testemunhar a nossa luta.

Ouvimos inúmeras historias de pessoas que trabalham mais de 20 anos em uma mesma empresa, sendo que nos dias de hoje isto é quase impossível. O ritmos dos negócios, a velocidade do progresso e a necessidade do sucesso a qualquer preço provoca uma mudança das cadeiras que gera imensa instabilidade no ambiente corporativo. As perguntas se proliferam: o que eu devo fazer? Como fazer? Será o bastante? Atingi o objetivo? Não…você atinge o objetivo quando permitem que você o consiga. As avaliações de performance das grandes empresas são na maioria das vezes uma farsa, pois dali não sairá qualquer melhoria na sua condição individual de trabalho, você não será promovido, mas provavelmente ameaçarão seu emprego se os seus resultados individuais forem abaixo do esperado. Sinta-se provisório na sua cadeira, seus benefícios podem ser retirados e você poderá ser forçosamente afastado de sua família por causa dos seus compromissos no emprego.

Oportunidades que passam bem em frente a sua cara podem ser aproveitadas ou negligenciadas. Não se arrependa porque não aproveitou aquela promoção na loja preferida, se a viagem ao Caribe se esgotou, se os juros da casa própria decolaram. Esse sentimento de oportunidade perdida é uma armadilha que testa sua atenção todos os dias; mas você não é onipresente, não sabe de tudo que se passa sob o seu nariz. Não há motivo para se martirizar por isso. Talvez ela nunca reapareça ou, se retornar, não terá os recursos necessários. Aquele amplificador a preço de banana anunciado cairá nas mãos de outra pessoa. Eu mesmo tive um relógio perdido, presente de meu irmão, o qual gastei um bom dinheiro tentando recuperá-lo na assistência técnica autorizada. Depois de dar falta dele, ao tentar achar pelos lugares onde passei e perceber que a tentativa seria frustrada, coloquei em minha mente que esse relógio cumpriu sua etapa comigo e, se quem o achou está imbuído de boa fé, faça bom proveito dele. Em outra oportunidade minha esposa perdeu um óculos que adorava no banheiro de um shopping center. A sua desconfiança é de furto, pois em fração de segundos o mesmo desapareceu da bancada enquanto ela lavava o rosto. Neste caso o nosso desejo que é nas mão do ladrão o óculos tenha uma vida breve, pelo simples fato do não merecimento.

Mas você já contabilizou quantas vezes você foi o primeiro da fila? Puxe da memória quantas vezes foi o preferido e não o preterido. Se contabilizar mais de uma vez por fases da sua vida, certamente você tirou a vez de alguém. Não é uma questão de maldade ou perversidade, porque seus pontos fortes sobressaíram aos dos outros ou uma conjunção de fatos o levaram a esse caminho. O desequilíbrio ao seu favor nunca é contabilizado, exceto quando provocado por você mesmo.

As correntes filosóficas e religiosas costumam a usar o termo precariedade, significando o mesmo que transitoriedade. Infelizmente o precário tem a conotação de insuficiente, mal feito, descartável, o que pode trazer uma má reputação ao termo transitório. A corruptibilidade também sofre do mesmo mal, considerando que o termo corrupção esteja ligado a ética, e não ao rompimento de um caminho.

Valor da transitoriedade

Como dito por Sigmund Freud: “O valor da transitoriedade é o valor da escassez no tempo. A limitação da possibilidade de uma fruição eleva o valor dessa fruição.”

Para o nosso caso, o termo fruir significa desfrute, gozo, usufruto. Quanto menos podemos desfrutar de algo, maior valor ele poderá ter (e assim será). Assim, poderíamos dizer que:

– Se há algo que tenhamos poucas oportunidades de desfrute na nossa vida, como experiências ou mesmo a posse ou propriedade de algo, as lembranças a ele relacionadas serão altamente valorizadas, podendo ser mantidas em nosso intimo ou externadas e propagadas aos 4 cantos;

– Se existem poucos itens ou o acesso é restrito, o valor atribuído à experiência é mais alta do que o dos concorrentes. Estimamos que a exclusividade alavanca o preço e a cobiça, mais até que o valor para produzi-lo;

– A transitoriedade pode ser traduzida como obsolescência programada. Resumindo: você será forçado a trocar seu celular por um mais novo, porque o atual não terá suporte da operadora. Seguindo no caminho oposto, nos tornamos inseguros das nossas ações pois desejamos que a transitoriedade perdure mais do que o programado, induzindo a elevação de custo para sua manutenção artificialmente devido a intrínseca fragilidade. Um prato decorativo de parede, mesmo você sabendo que é de baixa qualidade e delicado no manuseio, deveria por seu desejo durar uma década e não 10 meses como esperado. Por isso você sequer toca nele para espanar o pó;

– A transitoriedade provoca reações adversas ao uso e a menor probabilidade de perda. Não tocar na roseira para que as flores não murchem é o caso. Acostume-se com a ideia que o vaso com água não manterá eternamente viva sua planta;

– Manter as cinzas de seu esposo guardadas no armário confirma que você não se preparou para o transitório;

– Uma dor de cabeça pode passar sem tomar remédio mas também pode ser prenúncio de um AVC. Você escolhe.

– A encenação de uma peça teatral ou dança não se repete perfeitamente em todas as seções. O que você viu hoje não verá amanhã.

Teoria da transitoriedade

Se há algo que me deixa irritado (e acho que já escrevi isso no blog) é a atribuição de algumas habilidades ou qualidades. “Fulano é o melhor do mundo”, “Tal aparelho é o mais bem construído”. Deveriam incluir na frase “…no momento” ou “…na atualidade”. As qualidades hoje associadas sempre sofrerão uma revisão, porque as demandas também sofrem desse mal. Grande parte destes realmente são mensuráveis, como peso, altura, calor, SPL; daí é possível fazer inclusive um ranking dos piores.

Não há qualquer possibilidade de um componente guardado ou fora de uso ter seu funcionamento integro como novo, conforme suas características produzidas. O envelhecimento é permitido, tolerado e esperado. A superação, substituição ou reposicionamento de uma peça é desejado pois temos também uma evolução nos materiais e no processo produtivo.

Como teria afirmado Albert Einstein “o pensamento científico tem um olho aguçado para métodos e instrumentos, mas é cego quanto a fins e valores. […] pode determinar como as coisas são, mas não o que devem ser”.

O culpado nunca aparece

Lembro de quando criança que em alguns momentos de peraltice (minha e das outras crianças) algo era quebrado, todas as que participavam da merda saiam correndo para que não fossem descobertas. O dono do retrovisor, o porteiro do prédio, o caseiro da casa – se aparecessem – ficavam olhando o prejuízo com cara de bobo e assumia a conta.

O pior problema é quando algum adulto te dá algum prejuízo e faz a mesma cara de paisagem, como se não tivesse feito nada, murmurando aquele “poxa”… O culpado nunca aparece. Ele não quer assumir, digo em primeiro lugar, a conta a ser paga. Não é nem a vergonha pela imprudência, mas não quer tomar uma mordida do escorpião.

O culpado nunca aparece.

Qualquer coisa de madeira ou de papel vira material reciclável nas mãos daqueles que não tem o menor cuidado de nada. Não cuidam dos seus próprios negócios, imagina o dos outros? E você, palhaço, tem de consertar o estrago.

“Como duas pessoas que estão no elevador, um deles peida e na maior desfaçatez diz para o outro: não fui eu!”

As minhas caixas Polyvox Vox70s já tinham sofrido nas mãos do “não fui eu” antes de me mudar. A tela de uma delas, que ficava debaixo do balcão do escritório, tomava porrada diariamente dos de lá de casa quando encostavam a cadeira. E eu, meticuloso, empurrava devagar sem encostar. Depois que ganhei as Altec, levei essas Vox70s para nossa casa de veraneio, onde incorporei a um set já existente. As caixas anteriores, duas Philco-Hitachi sofreram do mesmo mal de esfarelar nas mãos dos “cupins”.

Não seria surpresa vê-las sofrer do mesmo mal, tendo o midrange e o woofer de uma delas tomar com o bico do chinelo e rasgar os cones de cada uma.

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O woofer:

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A pergunta que não quer calar: porque não retirou para reformar com um profissional?

A resposta para calar: não tem profissional perto, teria de desmontar os 2 pares de altofalantes e ficar sem ouvir meu som por 20 dias. Soma-se que eu não teria previsão de retorno, deixando-os rolando de um lado pro outro na mala do carro, podendo voltar a danificar.

Eu tive de dar essa solução (digo porca) porque não queria ficar com um som capenga e sem previsão de retorno. Esse conserto (ou gambiarra?) me custou 5 dias, pois cada pedaço teve de ser colado, esperar secar, ajustar o outro pedaço, secar, usar uma pinça para pegar as pontas, colar, secar…

Ôooo saco…

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O cone do woofer consegui colar por dentro:

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Quem é purista pode até reclamar que fui mais um dos porcos que existem por aí; não deixa de ser verdade, mas também não queria ficar ouvindo somente o canto dos pássaros.

Essa caixa não tem qualquer pretensão audiófila, muito menos o dono. Pretendo sim reforma-los para anunciar venda, entendendo que elas já cumpriram sua tarefa aqui comigo. Quero que alguém no futuro tenha bom proveito, usando-a como usei, desfrutando como desfrutei.

Com qual setup eu vou?

Vou para onde? Para onde minha imaginação me levar, ouvindo meus álbuns preferidos, na solidão do quarto.

Como gosto de misturar tecnologias distintas e alternar os aparelhos que recupero, tive algumas combinações que, em parte, foram do passado e não retornarão.

1 – O principio de tudo:

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O Receiver Philips AH749 foi pego num pagamento de aulas que havia dado à irmã de um amigo. Como conhecia esse aparelho de longa data, a iniciativa de recebe-lo foi minha e continua sendo a minha melhor escolha.

As caixas estão hoje repousando em outra casa, sendo estas Vox70s as principais por aproximadamente 8 anos. O equalizador Cygnus era necessário para “enquadrar” esse receiver com as Polyvox, hoje desnecessário pelas mudanças que fiz ao longo do tempo.

Em paralelo eu tinha um amplificador Gradiente LAB40, empurrando suas Bravox para ouvir o som do DVD e do VHS. O pequeno amp espera por restauração e as caixas, por um novo projeto.

2 – O potencial desperdiçado:

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Esse Yamaha CR-620 me foi vendido na confiança de funcionamento impecável. O que na verdade ocorreu é de que o sistema de proteção não arma parte da amplificação e os canais direito não funcionam.

E por quê não voltei ao set anterior?

Simples: porque leva uma manhã inteira para trocar os aparelhos, torcendo para não haver nenhum mal contato. Preguiça mesmo.

3 – O melhor, ever!

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Para quem pegou esse Sansui G-5700 parcialmente desmontado na calçada de um rio do subúrbio, não poderia imaginar que o resultado seria tão bom.

A cristalinidade e a doçura de um aparelho de 75WRMS por canal impressionam a qualquer desavisado. Para minha sorte o divisor de frequência que instalei nas Vox70s aguentam 150wRms, protegendo uma caixa com falantes originais. Deus do céu…que aparelho é esse!

Nessa foto também evidencia o meu Akai GXC-730 recuperado pelo Tonhão, reproduzindo espetacularmente as minhas k7.

4 – Passando uma raiva da porra:

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Esse Sansui AU-555 me aborreceu demais. O problema não é do aparelho, mas da preguiça do técnico em resolver os problemas. Eu já contei a saga dele em outros post e só de lembrar me dá uma paúra

Não sei se ele é bom, ruim, se empurra bem qualquer caixa, nada.