Meu cantinho do som

Eu tenho ficado mais confortável em mostrar alguns dos meus passos no dia-a-dia. Existem pessoas que querem obter “likes” para aumentar a popularidade, monetizar no youtube e, quem sabe, ganhar um programinha na TV.

Não tenho essa pretensão pois estou fora do contexto: barrigudo, com sotaque e ficando careca. Mas nem por isso fiquei recluso em meu canto. Só vou mudar de idéias quando perceber que as pessoas que estão assistindo não querem mais uma fonte de informação, mas um alvo para jogar seus dardos.

Mais uma vez fiz uma gravação aquém do que posso fazer. Poderia ter sido mais caprichoso, mais elaborado, ter vestido uma roupa melhor; mas não fiz. O tempo apertado e um objetivo traçado de inserir um post por semana me induziram a fazer algo mais corrido.

No entanto, é natural e sem disfarces. Prometo fazer melhor da próxima vez.

Trabalhando no cabeamento de caixa

Os cabos de caixa são absolutamente um dos elos mais importantes para comunicação entre a midia e o que você ouve. As falhas nesta comunicação (como o mal-contato) são altamente irritantes e a solução é costumeiramente suja e pesada.

Estes sonofletores são emprestados do meu sobrinho, originalmente com conectores para home-theater bem simples e frágeis. Para tocar no LAB-40, foi necessário extirpá-los para conectar com o cabo nú. Mas isso não é bom. Qualquer mudança de posição dos aparelhos produz a falha e essa intermitência vai se repetir no futuro. Mas como se livrar do problema?

Faça algo decente.

Eu queria fazer a montagem com conectores do tipo forquilha, mas aqui em Angra dos Reis não tem para venda; somente olhal. Acreditam nisso? Então vamos de olhal mesmo. O inconveniente é de que para desconectar a caixa é preciso remover totalmente o parafuso da saída traseira do amplificador. Alguns aparelhos não permitem a saída completa do parafuso porque possuem um amassamento na rosca que o impede de sair.

Vejam como fica uma bagunça a traseira do equipamento com tantos fios:

Aqui, os olhais para serem montados:

Espaguete termo-contrátil para manter o isolamento dos cabos em ordem:

Esta caixa não possui os conectores traseiros, sendo que o cabo sai diretamente do alto-falante desde lá de dentro. Não gosto desta configuração, mas para o preço, é assim que vai ser.

Pra minha sorte o amplificador toca desde 4 a 8 ohms.

Pronto! Assim ficará por muito tempo.

Jogando fora um carburador: DFV 228

Esse carburador me foi encaminhado para tentar alguma recuperação sem recondicioná-lo. O carro que utiliza é um Opala 2500 que está parado na garagem. Pensei ainda em colocá-lo em um banho de ultra-som para retirar impurezas, colocar nova boia, estilete e juntas, mas…

Instantâneo 1 (05-06-2017 09-46)

…o caboclo furou a base do carburador para colocar o maldito injetor de GNV.

Uma coisa é não saber o que está fazendo; outra é fazer merda deliberadamente.

Assistam ao vídeo e entenderão.

Testando o Gradiente LAB 40 (pra valer!)

Este amplificador já havia sido mostrado aqui no blog, mas tinha sido uma prévia do funcionamento quando chegou aqui em casa.

Tirando o fato de que o técnico esqueceu de trocar a lâmpada-piloto (nada de extraordinário), o amplificador funciona muito bem e considero o serviço bem feito. Percebi como característica mais evidente os graves beeeem mais poderosos que o AKAI, sendo que ambos são próximos em termos de potência nominal. Por causa disso é percebido no video abaixo que eu diminuo a intensidade dos graves para uns 30% da escala; caso contrário ficaria muito desconfortável em uma sala sem acabamento acústico algum. Foi sentido também de que os médios dele não são pronunciados, o que entendo ser uma característica do aparelho (Assinatura Sônica). Se eu decidisse instalar as caixas Polyvox VOX 70s que possuem médios mais vivos, vai tocar de forma mais equilibrada do que o par que há hoje montado. As características acima descritas eu havia percebido enquanto usava as BRAVOX BBR83 (que estão anunciadas para venda), ouvindo meus VHS e DVD como um home-theater, mas percepção foi ofuscada pela novidade de ouvir cada um deles funcionando pela primeira vez.

Aliás, dificilmente você percebe algo de errado quando ouve um setup pela primeira vez. É muito difícil determinar quem é o responsável pelo desequilíbrio, se percebido em tão pouco tempo. Normalmente você leva algumas horas para detectar os problemas e o provável causador de tal informação. Uma análise combinatória de características e possibilidades permitem que você chegue a um resultado mais razoável, exceto se você fez escolhas completamente erradas para seleção. Outro problema é causado pela sua memória, que faz uma exclusão de todas as suas experiências anteriores. Um novo cabo de interconexão sempre parecerá melhor do que o anterior, pois seu cérebro adora as novidades. Há uma tendência natural de que essas novas experiências pareçam mais vantajosas do que aquela que estava posta.

Neste vídeo eu fiz questão de gravar com um volume mais baixo para que o sistema de gravação de audio do BlackBerry não atenuasse como ocorreu nos videos anteriores. Tenho certeza de que deu certo.

 

Decidi também usar música livre de direitos autorais. As escolha foi próxima ao meu gosto, que permitisse passar qualidade na gravação. A lista disponível no youtube é enorme, mas depende muito das suas preferências para ter uma seleção de músicas.

Imprimindo uma marca, parte 2

Os poucos que leram o meu post anterior (https://v8andvintage.wordpress.com/2017/05/08/imprimindo-uma-marca/) podem ter ficado com dúvida sobre o real propósito de criar uma marca. Acho que aqui não só vou esclarecer como colocar no papel meus pensamentos.

1 – Carros:

Adquiri um conhecimento razoável e participei de alguns projetos que me deram experiência para iniciar os meus próprios de personalização. Quando escrevo personalizar recaio sobre o termo em inglês Bespoke, que traz ao seu empenho a característica básica que não se repetiria em outro projeto.

Eu não fiquei restrito a execução dos projetos, mas também no planejamento de vários deles. Tenho em minha mente os Lessons Learned, onde aprendi muito com os erros do outros. Não é cópia; é aprendizado.

2 – Motos:

Quando mais jovem e durante férias frequentava muito a oficina mecânica do Issa, em Barra de São João, local que só no início levei minha mobilette para manutenção. Depois disso passei a fazer eu mesmo esse trabalho.

Isso não me limitou a ficar nesse mundinho do aro 17″, mas eu aproveitava cada minuto para aprender sobre outras motos. Nesta mesma época acompanhava um colega chamado Douglas, que tinha a sorte de ter algumas motos dos meus sonhos:

  • RD350 1973;
  • GT 250 1972;
  • RD350 1997;
  • K900 1970;
  • CB450 1988.

Mexia dali, fuçava daqui, sonhava acolá. E me diverti muito.

O meu dia a dia é de acompanhar e inspecionar fabricação mecânica, soldagem, montagem, pintura, acabamento, testes, cálculos, emitir relatórios, atender auditorias…mais experiência agregada. E posso levar todo esse conhecimento para a construção de equipamentos personalizados.

3 – Som vintage:

Talvez seja o tema onde teria mais conhecimento mas menos habilidade manual. A curva de aprendizado foi gerada enquanto fui responsável por manutenção de equipamentos inclusive eletrônicos, somado ao que aprendi na Universidade me permitem opinar e fazer as melhores escolhas.

Novo madeiramento, novo acabamento, novos gabinetes, todos recaem sobre fabricação mecânica onde já atuo. No caso de eletrônica pesada, como sempre fiz, passarei para mão de terceiros.

Aliás, taí um mito no ramo da personalização: a terceirização.

Não há espaço hoje para que haja uma horizontalização das atividades empresariais. Em grandes empresas antigas que visitei, muitas delas tiveram ativas um setor de marcenaria onde fabricavam o próprio mobiliário. Hoje isto soa absurdo, considerando a quantidade de fabricantes de mobiliário existentes no mercado de alta qualidade.

Muitos empresários tem a idéia e a capacidade de gerenciar, que por fim terceirizam todas as atividades meio.

Não há nada de mal nisso e não vejo outra alternativa. Contrate os melhores e serás um deles.