Receiver Pioneer QX-646: primeiras impressões e suas entranhas

Aparelho com visual datado do início da década de 70 e em bom estado de conservação geral, é o meu aparelho principal para ouvir músicas na solidão de Angra dos Reis.

Instalei aquelas mesmas caixas Toshiba do meu sobrinho mostrado no meu post https://v8andvintage.wordpress.com/2015/01/26/meu-outro-setup/ com o mesmo receptor bluetooth da Philips, não me preocupando com a potência entregue pelo aparelho. Seus parcos watts de saída não comprometem a vida útil da pequena e valente caixa acústica.

Esse é o primeiro aparelho quadrifônico que uso, com os sistemas SD e QS disponíveis. Nos dias atuais não há lp com essa característica para venda novo por ser uma tecnologia obsoleta. Prometo um dia fazer teste com um DVD player e configurarei suas saidas com reprodução surround, descrevendo minha sensação e percepção.

No vídeo anexo publicado 17-novembro-2017 eu apresento as primeira impressões do aparelho e suas entranhas para aqueles que gostam e precisam ver o aparelho por dentro. É o similar a ver um motor aberto, sem cabeçote e sem cárter, com suas vísceras à mostra.

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Mostrando a cara: Sinergia em equipamentos de audio (QA#2)

 

Sempre que vejo postado no facebook “Tenho o receiver XYZ e queria comprar as caixas RST. Vai ficar bom?”, fico com a resposta entalada na garganta. Quando tenho coragem escrevo:

 

“Experimente e nos diga depois!”

“Você é quem deve gostar ou não.”

“Pode ser, pode não ser também…”

“Depende.”

 

O meu vídeo tenta expor e analisar algumas das variáveis que influenciam na sinergia entre aparelhos. É só assistir.

Sony STR-6040: Primeiras impressões e suas entranhas

Demorei muito a pegar esse aparelho após a compra. Meu sobrinho comprou em Petrópolis e guardou-o em seu quarto para que quando viesse de carro para Niterói, juntassem em sua bagagem. Chegou me minhas mãos antes do passeio que havia prometido a ele pela cidade no Dodge, como mostrei no post (https://v8andvintage.wordpress.com/2017/10/23/um-papo-a-bordo-de-uma-nave/).

Os aparelhos Sony não são os meus preferidos e tenho motivos. Uso um MD e um DAT da marca, mas confesso que não sinto confiabilidade. Mesmo detentores de tecnologia e empresa com profundo conhecimento de mercado, percebo que constrói equipamentos um tanto frágeis em seus mecanismos. Mesmo não generalizando, tive igual impressão com vários outros que testei.

Os receiveres mais valiosos são os STR-V4/V5/V6, considerados Monster Receiver rivalizando com os seus conterrâneos Sansui, Kenwood e Pioneer. Alguns modelos que permeiam os classificados brasileiros como os STR-11BS, STR-12BS e o STR434 não são do meu agrado e tem alguns componentes difíceis de encontrar. Os 434 oferecidos quase sempre tem as saídas queimadas ou o FM inoperante; quando não são os 2 com problemas. No meu exemplar fabricado no início da década de 70, os valores de datasheet não são expressivos: 15Wrms e 1% de THD. Mesmo com aparência simpática, pretendo restaurá-lo e depois decidir se fica na coleção ou passarei adiante. Caso me agrade, retorna para a estante.

Equipamento com um acabamento acima da média, demanda uma restauração eletrônica completa e a recuperação do painel frontal. Gabinete com pouquíssimos pontos de oxidação, não é um tópico de preocupação. Definitivamente.

Vendendo, Embalando e Expedindo: Canon Canonet QL25

Foi bom enquanto esteve comigo, desfrutei dos seus recursos, usei mais dos meus conhecimentos, passeei bastante com ela.

Mas é hora de ir embora…

A câmera é boa, lente luminosa mas tinham alguns poréns:

  • Não me adaptei bem a uma rangefinder. Esse tipo de lente traz um pouco de lentidão pois é necessário mais atenção do que o de costume para fazer o foco correto;
  • Para uso constante ela é um pouco pesada mas muito robusta;
  • Existem lentes mais nítidas no mercado e não possui graduação de distância hiperfocal;
  • Não tem hot shoe;
  • O anel de foco é pouco intuitivo, te forçando a ler sempre antes de tirar a foto. Além disso, o ajuste feito na foto anterior é perdido pois é muito leve o movimento desse acionamento;
  • Lente fixa (não permite substituição).

Mas os prós…

  • Indestrutível;
  • Lente fixa (não entra poeira);
  • Não tem espelho;
  • O quickload funciona bem, permitindo tirar mais de 36 fotos com um filme;
  • Em modo prioridade abertura, você pode tirar fotos quase à noite.

Minha vontade agora é de partir para um nível superior. Tive experiências com a Pentax K1000 e com a Olympus OM-2N e ambas me agradaram (a OM é um pouco pesada, mas suportável). Não quero semiprofissional pois se tornaria muito caro um hobby e durante viagens ficaria mais preocupado com a câmera do que desfrutando e tirando propriamente dito.

 

 

 

Projeto UNA – etapa 1 de 4 (preparando os ingredientes)

Não posso ficar parado vendo o tempo passar diante dos meu olhos. Tenho de buscar algo em paralelo que me preencha minha ânsia como ser e como profissional, preenchendo espaço na alma e tirando conhecimento que adquiri ao longo de anos. Quero colocar a mão na massa.

Quero ter minha marca própria e trabalhar com o que gosto. Tenho estudado muito sobre projetos de caixas acústicas, marcenaria, acabamentos e também olhando projetos alheios. Não vou de forma alguma imitar o que já existe  mas sim inspirar. Não vou reinventar a roda, mas procurar tirar o máximo da eficiência e aliar forma + conteúdo. Já possuo os falantes de médias-altas frequências para execução de 3 projetos ao menos com formatos e características distintas entre eles. Só farei a escolha e combinação entre graves e médios-agudos após a montagem do gabinete de graves, considerando as dimensões da caixa com sobra para instalação dos falantes menores.

Testes, análises, estudo e conclusão: tudo muito meticuloso, com registro de evidências para busca do melhor resultado.

Esse projeto se resume a 4 etapas:

1 – Remanufatura de alto-falantes;

  • Decidi realizar o projeto com remanufatura dos falantes que já tinha em casa. Quero provar que o uso de componentes não aclamados pelo mercado podem trazer um bom resultado.

2 – Levantamento dos parâmetros Thiele-Small;

  • Não sei ainda se contrato um profissional para isso ou se eu mesmo farei adquirindo o hardware/software. Etapa imprescindível.

3 – Projeto básico e planos de corte e acabamento;

  • Dependo dos parâmetros T-S coletados para que possa chegar a litragem ideal, se será selada ou dutada, dimensões externas, espessura de chapa, etc.

4 – Confecção do produto final (caixas acústicas).

  • MDF ou MDP, acabamento com lâmina (mogno, freijó, nogueira, carvalho…), verniz ou oleagem…

 

Então, o que temos para a etapa #1:

  • Woofer 10″:

Receberá cones e caps marrons. Ambos funcionam mas serão avaliados quanto aos internos. Previsão de 50wRMS.

  • Woofer 8″:

Receberá cones brancos e caps pretos. Ambos funcionam mas serão avaliados quanto aos internos. Previsão de 20wRMS.

Preparação para envio ao Paraná: