Transitoriedade

O tema pode parecer complexo, longe da compreensão de muitos de nós, que não nos damos conta do que é transitório.

Acredito que poucos são os seres humanos preparados para a transitoriedade. O luto, o desemprego, a aposta na loteria e o desquite são parte do que poderemos encontra na nossa trilha aqui na terra.

Transitoriedade das coisas

Definitivamente a maioria dos latinos e ocidentais não está disposto a perder um ente querido, um cachorro ou um ser vivo no qual ele considerou estar ao seu lado para o resto da sua vida. Algumas culturas lidam muito bem com a transitoriedade, sendo inclusive uma das bases do kardecismo, onde considera que estamos aqui na terra de passagem. É claro que não é fácil se conformar com a morte de um parente, pois fazemos planos para nossa vida com a presença de alguns deles, compartilhando os sucessos e as derrotas, tendo alguém ao nosso lado para testemunhar a nossa luta.

Ouvimos inúmeras historias de pessoas que trabalham mais de 20 anos em uma mesma empresa, sendo que nos dias de hoje isto é quase impossível. O ritmos dos negócios, a velocidade do progresso e a necessidade do sucesso a qualquer preço provoca uma mudança das cadeiras que gera imensa instabilidade no ambiente corporativo. As perguntas se proliferam: o que eu devo fazer? Como fazer? Será o bastante? Atingi o objetivo? Não…você atinge o objetivo quando permitem que você o consiga. As avaliações de performance das grandes empresas são na maioria das vezes uma farsa, pois dali não sairá qualquer melhoria na sua condição individual de trabalho, você não será promovido, mas provavelmente ameaçarão seu emprego se os seus resultados individuais forem abaixo do esperado. Sinta-se provisório na sua cadeira, seus benefícios podem ser retirados e você poderá ser forçosamente afastado de sua família por causa dos seus compromissos no emprego.

Oportunidades que passam bem em frente a sua cara podem ser aproveitadas ou negligenciadas. Não se arrependa porque não aproveitou aquela promoção na loja preferida, se a viagem ao Caribe se esgotou, se os juros da casa própria decolaram. Esse sentimento de oportunidade perdida é uma armadilha que testa sua atenção todos os dias; mas você não é onipresente, não sabe de tudo que se passa sob o seu nariz. Não há motivo para se martirizar por isso. Talvez ela nunca reapareça ou, se retornar, não terá os recursos necessários. Aquele amplificador a preço de banana anunciado cairá nas mãos de outra pessoa. Eu mesmo tive um relógio perdido, presente de meu irmão, o qual gastei um bom dinheiro tentando recuperá-lo na assistência técnica autorizada. Depois de dar falta dele, ao tentar achar pelos lugares onde passei e perceber que a tentativa seria frustrada, coloquei em minha mente que esse relógio cumpriu sua etapa comigo e, se quem o achou está imbuído de boa fé, faça bom proveito dele. Em outra oportunidade minha esposa perdeu um óculos que adorava no banheiro de um shopping center. A sua desconfiança é de furto, pois em fração de segundos o mesmo desapareceu da bancada enquanto ela lavava o rosto. Neste caso o nosso desejo que é nas mão do ladrão o óculos tenha uma vida breve, pelo simples fato do não merecimento.

Mas você já contabilizou quantas vezes você foi o primeiro da fila? Puxe da memória quantas vezes foi o preferido e não o preterido. Se contabilizar mais de uma vez por fases da sua vida, certamente você tirou a vez de alguém. Não é uma questão de maldade ou perversidade, porque seus pontos fortes sobressaíram aos dos outros ou uma conjunção de fatos o levaram a esse caminho. O desequilíbrio ao seu favor nunca é contabilizado, exceto quando provocado por você mesmo.

As correntes filosóficas e religiosas costumam a usar o termo precariedade, significando o mesmo que transitoriedade. Infelizmente o precário tem a conotação de insuficiente, mal feito, descartável, o que pode trazer uma má reputação ao termo transitório. A corruptibilidade também sofre do mesmo mal, considerando que o termo corrupção esteja ligado a ética, e não ao rompimento de um caminho.

Valor da transitoriedade

Como dito por Sigmund Freud: “O valor da transitoriedade é o valor da escassez no tempo. A limitação da possibilidade de uma fruição eleva o valor dessa fruição.”

Para o nosso caso, o termo fruir significa desfrute, gozo, usufruto. Quanto menos podemos desfrutar de algo, maior valor ele poderá ter (e assim será). Assim, poderíamos dizer que:

– Se há algo que tenhamos poucas oportunidades de desfrute na nossa vida, como experiências ou mesmo a posse ou propriedade de algo, as lembranças a ele relacionadas serão altamente valorizadas, podendo ser mantidas em nosso intimo ou externadas e propagadas aos 4 cantos;

– Se existem poucos itens ou o acesso é restrito, o valor atribuído à experiência é mais alta do que o dos concorrentes. Estimamos que a exclusividade alavanca o preço e a cobiça, mais até que o valor para produzi-lo;

– A transitoriedade pode ser traduzida como obsolescência programada. Resumindo: você será forçado a trocar seu celular por um mais novo, porque o atual não terá suporte da operadora. Seguindo no caminho oposto, nos tornamos inseguros das nossas ações pois desejamos que a transitoriedade perdure mais do que o programado, induzindo a elevação de custo para sua manutenção artificialmente devido a intrínseca fragilidade. Um prato decorativo de parede, mesmo você sabendo que é de baixa qualidade e delicado no manuseio, deveria por seu desejo durar uma década e não 10 meses como esperado. Por isso você sequer toca nele para espanar o pó;

– A transitoriedade provoca reações adversas ao uso e a menor probabilidade de perda. Não tocar na roseira para que as flores não murchem é o caso. Acostume-se com a ideia que o vaso com água não manterá eternamente viva sua planta;

– Manter as cinzas de seu esposo guardadas no armário confirma que você não se preparou para o transitório;

– Uma dor de cabeça pode passar sem tomar remédio mas também pode ser prenúncio de um AVC. Você escolhe.

– A encenação de uma peça teatral ou dança não se repete perfeitamente em todas as seções. O que você viu hoje não verá amanhã.

Teoria da transitoriedade

Se há algo que me deixa irritado (e acho que já escrevi isso no blog) é a atribuição de algumas habilidades ou qualidades. “Fulano é o melhor do mundo”, “Tal aparelho é o mais bem construído”. Deveriam incluir na frase “…no momento” ou “…na atualidade”. As qualidades hoje associadas sempre sofrerão uma revisão, porque as demandas também sofrem desse mal. Grande parte destes realmente são mensuráveis, como peso, altura, calor, SPL; daí é possível fazer inclusive um ranking dos piores.

Não há qualquer possibilidade de um componente guardado ou fora de uso ter seu funcionamento integro como novo, conforme suas características produzidas. O envelhecimento é permitido, tolerado e esperado. A superação, substituição ou reposicionamento de uma peça é desejado pois temos também uma evolução nos materiais e no processo produtivo.

Como teria afirmado Albert Einstein “o pensamento científico tem um olho aguçado para métodos e instrumentos, mas é cego quanto a fins e valores. […] pode determinar como as coisas são, mas não o que devem ser”.

Domingo de sol (#SQN), parte 3

Rio de Janeiro-20151018-01028 Rio de Janeiro-20151018-01029Pode parecer curioso, mas nunca havia visitado a Feira de Acari. Talvez as feiras mais próximas tenham maior atrativo pelo tempo gasto até ir a uma delas. Mas ultimamente fiquei decepcionado com estas que tanto frequentava. Arrumando coragem e indo com o espírito desbravador, me meti no metrô em direção a Fazenda Botafogo.

Esse bairro eu já conhecia de ter trabalhado fazem 5 anos, e minhas lembranças não são as melhores. Assim que cheguei recebi a seguinte recomendação: “Se tiver um carro incendiado ou um latão de 200l, não olhe pra dentro.” Lugar aprazível, não?

Mas a feira se dá junto a linha do metrô e possui razoável organização. Seu apelido – “roubauto” – me parece injusto com a realidade que vivemos hoje; existem comerciantes de porta aberta que emitem nota fiscal de venda por produtos roubados e falsificados. Nós é que somos preconceituosos em definir que tudo lá é roubado.

A minha primeira impressão foi:

“Cacete! A porra da feira é enorme!”

Tem sim de tudo que tem nas outras: porcarias e utilidades.Rio de Janeiro-20151018-01026 IMG-20151018-01020 Rio de Janeiro-20151018-01021 Rio de Janeiro-20151018-01022 Rio de Janeiro-20151018-01024

Tem tumulto? Não, multidão.

Tem furto? Provavelmente, mas não vi ninguém gritando.

É barato? Como qualquer outra feira.

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Domingo de sol (e a patroa em casa!), parte 2

Eu não tenho como missão ficar vendo e fazendo as mesmas coisas repetidamente. Mas a pulguinha da curiosidade me faz retornar aos lugares por uma boa causa.

Esse é o exemplo da feira livre que montam aos domingos em Santa Luzia, São Gonçalo. Essa já foi uma feira muito boa, tanto que lá comprei o CD Revox, o Receiver Marantz 2285b e o amplificador Akai que uso até hoje. Essas fotos foram tiradas em um domingo qualquer, que não inspirava nenhuma pretensão de ser um dia extraordinário.

Decepcionante tem sido minhas andanças por esta feira especificamente, pois me parece que houve uma “moralização” que tirou muitos dos vendedores que ali apareciam. Ela diminuiu mais de 60% do seu tamanho original, tirando também muitos produtos que poderiam ser adquiridos de qualidade. A procedência é a mesma de muitas feiras. Cabe a você decidir se vale à pena ou não.

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Está tão fraca que não tenho nada de interessante para fotografar, somente descrever minha decepção.

Mais de um projeto simultaneamente

Li recentemente que nosso cérebro não realiza mais de uma tarefa simultaneamente. Ela se desliga de uma função, parte para outra e retorna assim que for demandado.

As suas tarefas podem ser administradas por você, mas executadas por outros. É possível ter ao mesmo tempo o seu TAG Heuer Monaco no relojoeiro em revisão, sua Waterman Caréne fazendo uma limpeza nos seus internos e seu Mustang Mach I revisando freios e suspensão. São pessoas especializadas, empresas que tem uma tradição na manutenção, revisão e restauração, além do tempo necessário para realizar suas atividades.

Você não tem tempo para isso tudo, a não ser que seja um restaurador profissional. Seu dia de pegar ônibus, almoçar perto do trabalho, voltar para casa enfrentando congestionamento limitam sua agenda para que eventuais “fugidas” aconteçam sem comprometer o seu emprego principal.

Mais uma vez, você tem de parar uma coisa para fazer outra.

Eventualmente é necessário encaminhar seu projeto para alguém que não está anotado no seu caderninho de profissionais. Nele você demanda tempo para ensinar o que fazer, ensinar onde comprar os componentes, ensinar como deve entregar, mas não precisa ensinar como pagar pelo serviço. Ultimamente tem sido muito difícil encontrar novos profissionais para fazer o que você precisa. Todos querem serviço fácil, entra e sai rápido, paga rápido, entra outro rápido. Rápido é o nome. Barato nem sempre acontece.

Recentemente ouvi que a pintura de um carro antigo, realizado por profissional qualificado, pode sair por mais de R$20.000,00. Pela falta de profissionais dispostos a pegar esse tipo de serviço, quem topa pede o que quer. Lei de oferta e demanda.

Se você não está satisfeito com o preço, faça você mesmo.

Não sabe? Matricule-se em um curso técnico, assista aulas por 12 meses e saia com um diploma. Profissional você ainda não é. Compre todas as ferramentas necessárias, arrume um lugar adequado e que você possa chamar de seu. Nada de pedir emprestado!

Se o projeto está em andamento e você mal consegue terminar, porque começar outro? Por que a oportunidade de comprar aquele receiver vintage, um Opala 250s ou outra caneta tinteiro e manter na sua coleção, pensando na disponibilidade do profissional para o futuro, compensam o tempo no estaleiro.

Eu, pessoalmente falando, sou “bicho-carpinteiro” mesmo, penso em vários projetos simultaneamente e fico estressado quando não há progresso. Mas entendo que se não houve progresso, há um bom motivo para isso.

 

Retomando a rotina de viagens

Retomando o tema de alguns posts atrás, falei que a rotina poderia ser benéfica por te permitir utilizar aquele relógio preferido, a caneta tinteiro que você mais gosta, ouvir o seu LP recém garimpado no seu toca-discos e receiver vintage e ainda, andar no seu carro antigo. Mas você faz muitas escolhas para sua vida e para sua carreira consecutivamente. E não reclame, pois a situação de hoje, se não é boa para os seus padrões, poderia ser pior.

Enquanto morei em Belo Horizonte, sentia saudades de algumas das minhas coisas pessoais, como meus lp´s, meu carro, meu som, sendo de uma certa forma “substituídos” por outros itens, como as canetas e relógios.

No entanto, quando era necessário viajar por conta do emprego, tinha de deixar tudo aquilo que gostava, pois o lugar não era “saudável” para usá-los; pelo contrário, perfeito para perder ou danificar sua caneta ou relógio.

Agora que retornei ao Rio de Janeiro, consigo desfrutar tudo que possuo e até me dar ao luxo de escolher: hoje será Festina + Pelikan, amanhã será Parker + Rado. Isso somente é possível se eu me mantivesse trabalhando somente no escritório, almoçando no restaurante predileto, pegando ônibus com ar-condicionado, sem suar uma única gota.

Engano meu.

Estou nesse momento postando meu status, depois de subir 10 lances de escada com mochila nas costas, me equilibrando nos degraus mais curtos que meu pé (calço 44), batendo meus braços e mãos no guarda-corpo do navio, esbarrando meus ombros em escadas de andaimes. Você imagina tudo isso no calor inclemente do nosso Estado, que faz mais de 1 mês que não desce para menos de 35 graus?

Não há elegância, beleza e roupas que resistam a tamanho calor e esforço do dia-a-dia. Cabelos penteados usando capacete? Impossível. Macacão limpo e passado? Difícil. Usar sua Montblanc e vestir seu Jacques Lemans? Só se eu fosse tonto…

Mas eu escolhi essa vida; e escolhi também ter as canetas, o som, o carro, o relógio, a câmera…O que eu devo é controlar a ansiedade e a frustração de me sentir impedido do uso. Essa é a armadilha do seu próprio cérebro, criada por você, que somente você saberá como sair.

Ao menos aqui é possível tirar belas fotografias.

Você como adulto sabe que suas escolhas te levam a alguns caminhos nem sempre desejados. Derrota pode ser um opção sua, abdicar da sua vida tranquila também. Não existe emprego bem remunerado sem que haja uma dose de estresse, reponsabilidades assumidas, tomadas difíceis de decisão e noites mal dormidas. Isso tudo acontece de forma gradual e demanda tempo para acontecer intensamente. Quanto maior a remuneração pelo seu trabalho, mas exigente será o contraparte. Quanto mais exigente ele for, mais estresse você sofrerá. Quanto mais estresse você estiver submetido, talvez você seja remunerado justamente. Somente chamaremos de ciclo se a última etapa coincidir com a primeira. A palavra “talvez” te estressa e provavelmente não te remunera.

Se deseja ganhar dinheiro com o suor dos outros e sem esforço algum, compre e administre uma sauna.

Ou seja um miliciano.

Ou tenha um pai rico na próxima encarnação.

Ou faça voto de pobreza, porque tudo que você quer é incompatível com a vida que levará.

Foto ensaio (Photoessay)

Tenho lido muito nesses últimos dias, diversas fontes tem me apresentado novas idéias e minha cabeça tem andado muito longe.

Naqueles momentos em que você não tem planejado o que fazer, o nível de ansiedade aumenta e o sentimento de que você poderia estar fazendo algo de útil vem à tona. Vários projetos são cogitados porque várias coisas te agradam. Nesses momentos a sensação de perda de tempo é muito grande e a vontade de mudar tudo radicalmente pode vir sem controle.

Livros e revistas são uma excelente fonte de inspiração para essas tais projetos. A internet, com todas as suas bobagens, também o é. Sua vantagem é a praticidade e o meio organizado o qual se apresenta. As criticas são um tanto “escondidas”, pois nele é possível filtrar eventuais ofensores e bestas dos mais diversos gêneros. Mas como qualquer site é um meio aberto, prefiro traçar uma linha de raciocínio e criticidade próprias.

Sempre quis utilizar a câmera para registrar temas pré-definidos que são do meu agrado. Paisagens urbanas e rurais, carros e motos antigas e arquitetura me agradam e me fazem idealizar como fotografar de modo próprio, com minhas características impressas na imagem. Não querer ser igual aos outros sempre fez parte da minha vida; mas como ser diferente sem antes ser igual? A tal criticidade é apurada com o aprendizado forçado ou natural e, mesmo querendo fazer algo novo, tenho de perder alguns filmes com “muito da mesma coisa”. Observar e discutir são as ferramentas imprescindíveis para a minha evolução. Mesmo o erro me faz aprender. Obvio…

Não tenho contato com galeristas, com artistas (exceto músicos) e expositores que concentrem as idéias e a materialização delas nos meios que se propõem trabalhar. Preciso participar mais desses eventos, um tanto dispersos e também elitistas, mas nada que um ENGOV ou Omeprazol não me ajudem. Entender o Pierre Verger, Helmut Newton e Annie Leibovitz não ser resume a “olhar” a obra; requer também que alguém me ajude a “entender” o que ele quis dizer. Os críticos dos iniciantes sempre dizem que o público deve sempre assimilar o conteúdo sem a colocação de uma legenda. Talvez isso se deva a uma falta de fio condutor nítido e consistente que te indiquem o início e o fim da historia/estória.

O Foto ensaio entra nesse contexto. É a tentativa de discorrer uma linha de pensamento ou opinião sobre um tema específico. Se é sobre a degradação do casarios do centro, vá à região portuária; se é para mostrar a pujança americana da década de 50, vá a uma exposição de carros antigos ou a um show aéreo. Mas quantos temas já não foram exaustivamente tratados, como a favela, pobreza do sertão, futebol de várzea, vida no campo, degradação social, farra de músicos após um show… Vamos sair do lugar comum! Se é para levar a mensagem e a reflexão, que tentemos um olhar novo, que coloquemos nossos “vícios” de linguagem e nossas impressões particulares, que leve o tempo que quiser, que seja subjetivo ou na primeira pessoa do singular.

Características mínimas impostas por mim em um ensaio:

  • Ser de filme, a ser escolhido no momento do ensaio;
  • Levar o tempo que for necessário;
  • Câmera com poucos recursos, misturando formatos;
  • Estudar ao máximo a luz do lugar, adaptando com as limitações do equipamento;
  • Imprimir em um estúdio com qualidade.

Quando vou começar? Não sei.

Quanto tempo levarei? Não sei.

Qual tema farei? Não sei.

O vento me guiará.

Em viagem, como faço?

Essa pergunta é recorrente quando você possui alguns hobbies e precisa viajar. Há um medo de como manter suas coisas em condições de uso quando se ausenta de casa.

A vida que você escolheu e leva com facilidade ou dificuldade, tem as consequências que você mesmo escolhe. A sua profissão e sua vida laboral forçam a alguns costumes e atitudes que podem inviabilizar um sonho, mesmo que recente. Eu não posso ter um animal de estimação nem um cactos para cuidar. Ambos morrerão de inanição; ambos morrerão de saudades. E eu junto.

  • Música pode ser ouvida em seu headphone, mas não da pra levar eu aparelho de som para o hotel (-);
  • Caneta pode ser usada em qualquer momento e em qualquer lugar (+);
  • Óculos pode ser usado em qualquer lugar, exceto quando requerido que seja de segurança (+/-);
  • Relógio pode ser usado em qualquer lugar, mesmo que você seja mergulhador ou trabalhar numa mina de nióbio (Omega Seamaster e Rolex Milgaus que o digam) (+);
  • Seu carro antigo também pode ser utilizado para trabalho e viagens, mas o custo provavelmente será alto (+/-);

E se coleciona selo, moedas, caixas de fósforo, etc?

Você não pode se esquecer que no Brasil inteiro existem colecionadores que querem se desfazer dos seus itens, sendo devidamente localizados nos sites de busca mais conhecidos. Marque uma visita ao vendedor ou saia para caçar antiquários e brechós da cidade na qual está hospedado. Sempre existirá uma, sendo importante saber o horário de funcionamento para que seja compatível com o seu horário de trabalho.

Fora das metrópoles haverá chance de adquirir itens mais baratos, única e exclusivamente pela falta de compradores próximos e pela menor renda per capta. Isso não significa que o será quase de graça. Só as chances aumentam para isso.

Caso compre algo, se não for volumoso nem pesado, fique com ele e mantenha-o na sua bagagem. Por outro lado, aquisições que são frágeis ou demandam um transporte melhorado devem ser contratados por empresas específicas (se não confiares no correio). Muitas delas lidam somente com cargas frágeis e até eletrônicos. São ágeis e possuem seguro caso você contrate.

Portanto, o único motivos de você não desfrutar das suas coisas é o tempo. Com esforço, tudo é possível.