Trabalhando no cabeamento de caixa

Os cabos de caixa são absolutamente um dos elos mais importantes para comunicação entre a midia e o que você ouve. As falhas nesta comunicação (como o mal-contato) são altamente irritantes e a solução é costumeiramente suja e pesada.

Estes sonofletores são emprestados do meu sobrinho, originalmente com conectores para home-theater bem simples e frágeis. Para tocar no LAB-40, foi necessário extirpá-los para conectar com o cabo nú. Mas isso não é bom. Qualquer mudança de posição dos aparelhos produz a falha e essa intermitência vai se repetir no futuro. Mas como se livrar do problema?

Faça algo decente.

Eu queria fazer a montagem com conectores do tipo forquilha, mas aqui em Angra dos Reis não tem para venda; somente olhal. Acreditam nisso? Então vamos de olhal mesmo. O inconveniente é de que para desconectar a caixa é preciso remover totalmente o parafuso da saída traseira do amplificador. Alguns aparelhos não permitem a saída completa do parafuso porque possuem um amassamento na rosca que o impede de sair.

Vejam como fica uma bagunça a traseira do equipamento com tantos fios:

Aqui, os olhais para serem montados:

Espaguete termo-contrátil para manter o isolamento dos cabos em ordem:

Esta caixa não possui os conectores traseiros, sendo que o cabo sai diretamente do alto-falante desde lá de dentro. Não gosto desta configuração, mas para o preço, é assim que vai ser.

Pra minha sorte o amplificador toca desde 4 a 8 ohms.

Pronto! Assim ficará por muito tempo.

Jogando fora um carburador: DFV 228

Esse carburador me foi encaminhado para tentar alguma recuperação sem recondicioná-lo. O carro que utiliza é um Opala 2500 que está parado na garagem. Pensei ainda em colocá-lo em um banho de ultra-som para retirar impurezas, colocar nova boia, estilete e juntas, mas…

Instantâneo 1 (05-06-2017 09-46)

…o caboclo furou a base do carburador para colocar o maldito injetor de GNV.

Uma coisa é não saber o que está fazendo; outra é fazer merda deliberadamente.

Assistam ao vídeo e entenderão.

Testando o Gradiente LAB 40 (pra valer!)

Este amplificador já havia sido mostrado aqui no blog, mas tinha sido uma prévia do funcionamento quando chegou aqui em casa.

Tirando o fato de que o técnico esqueceu de trocar a lâmpada-piloto (nada de extraordinário), o amplificador funciona muito bem e considero o serviço bem feito. Percebi como característica mais evidente os graves beeeem mais poderosos que o AKAI, sendo que ambos são próximos em termos de potência nominal. Por causa disso é percebido no video abaixo que eu diminuo a intensidade dos graves para uns 30% da escala; caso contrário ficaria muito desconfortável em uma sala sem acabamento acústico algum. Foi sentido também de que os médios dele não são pronunciados, o que entendo ser uma característica do aparelho (Assinatura Sônica). Se eu decidisse instalar as caixas Polyvox VOX 70s que possuem médios mais vivos, vai tocar de forma mais equilibrada do que o par que há hoje montado. As características acima descritas eu havia percebido enquanto usava as BRAVOX BBR83 (que estão anunciadas para venda), ouvindo meus VHS e DVD como um home-theater, mas percepção foi ofuscada pela novidade de ouvir cada um deles funcionando pela primeira vez.

Aliás, dificilmente você percebe algo de errado quando ouve um setup pela primeira vez. É muito difícil determinar quem é o responsável pelo desequilíbrio, se percebido em tão pouco tempo. Normalmente você leva algumas horas para detectar os problemas e o provável causador de tal informação. Uma análise combinatória de características e possibilidades permitem que você chegue a um resultado mais razoável, exceto se você fez escolhas completamente erradas para seleção. Outro problema é causado pela sua memória, que faz uma exclusão de todas as suas experiências anteriores. Um novo cabo de interconexão sempre parecerá melhor do que o anterior, pois seu cérebro adora as novidades. Há uma tendência natural de que essas novas experiências pareçam mais vantajosas do que aquela que estava posta.

Neste vídeo eu fiz questão de gravar com um volume mais baixo para que o sistema de gravação de audio do BlackBerry não atenuasse como ocorreu nos videos anteriores. Tenho certeza de que deu certo.

 

Decidi também usar música livre de direitos autorais. As escolha foi próxima ao meu gosto, que permitisse passar qualidade na gravação. A lista disponível no youtube é enorme, mas depende muito das suas preferências para ter uma seleção de músicas.

Com a pulga: Heathkit AA-14

Eu anunciei esse amplificador para venda nas principais redes de vendas e sociais, pois não pretendo ficar com esses amplificadores menores.

Em um anúncio, um prospectivo comprador perguntou quais eram os transistores de saída, pois eu havia relatado que um dos canais apresentava um volume muito superior do que o outro. Naquela época o “tenico” disse que isso se dava porque um dos transistores era de germânio e o outro de silício. Nesse caso, o germânio tem um ganho muito maior que o de silício, sendo agravado pelo fato desse aparelho não ter controle de balanço.

Havia prometido a mim mesmo que tiraria fotos e responderia a pergunta no dia seguinte. E o que vi me causou estranheza.

 

Esse par de transistores, após minha consulta e leitura do esquema eletrônico, são originais. Sim, um deles é de germânio e o outro é de silício; mas são pares complementares (NPN + PNP). Ou seja, o problema não se trata da diferença entre os pares de transistores, mas sim sobre a percepção do problema. Há uma diferença na alimentação dos componentes por provável falha ou fora de especificação de outro componente. Esse aparelho não possui tripots para ajustes.

Transistor Motorola: P/N 417-101 = TA2577A (equivalente)

Outro Transistor: P/N 7 99-7140 = 2N2148 (equivalente)

 

O capacitor da fonte é de somente 4700 microFarads. Ridículo

E chego a conclusão de que bateu preguiça em avaliar o problema no último técnico a visitar. Digo isso porque o serviço foi muito rápido comparado ao penúltimo profissional, que ficou com o aparelho por 1 mês e não o pôs para funcionar. Esse seria um dos aparelhos mais simples em sua arquitetura e nem assim foi bem-sucedido.

O aparelho funciona? Sim

Com sua plena potência? Nem de longe.

Um desafio para que for consertar? Tá de sacanagem…

Um tropeço, um achado

O seu dia de sorte não está marcado no calendário fixado na porta da geladeira. Ele está assinalado no calendário Dele.

Se você não sabe que quando escrevemos Ele ou Dele (com maiúsculas), estamos falando de Deus.

Mas quando Ele decide te dar uma canjinha de sorte, você deve agarrar. O meu dia foi nessa Páscoa, onde passei em casa e visitei os próximos quando o tempo permitiu.

Domingo de manhã, meio preguiçoso para ir a uma feira, com agenda apertada devido a um almoço de família e compromisso de comprar para um colega de trabalho um par de lanternas de Puma GTE, passei por uma porta onde a muito tempo não via aberta. Esta era uma oficina de eletrônica, quase em frente ao meu portão de casa, de um senhor que passou 12 anos fora de lá, morando em outra cidade e pagando um aluguel caro. Não era novidade para mim que ali haviam vários aparelhos que poderiam interessar, mas a surpresa foi de que nada havia ido embora, nem estragado. O que era ruim assim ficou, porque era ruim mesmo.

Entrei e comecei a conversar com ele e, acredito eu, que não tenha me reconhecido; nem minha conversa de “cerca Lourenço” em saber sobre os aparelhos. Perguntei sobre os aparelhos “da casa” (são aqueles que passam a ser da oficina por falta de pagamento ou devolução) e ele me disse que muita coisa tinha sido jogada fora. Entre fios desencapados e estantes cambaleantes, pedi permissão para ver o que ele tinha.

Existe o óbvio, como Gradientes e CCEs, que possuem liquidez por causa dos saudosistas que não tiveram oportunidade para comprar um novo, agora podem realizar o sonho e desfrutar daquilo que não podiam.

Existem também aqueles que são os “micro-preto”, pois são mais difíceis de consertar pela falta de peças, mas não pela qualidade construtiva. Decididamente os aparelhos não fariam parte da minha coleção (exceto pela fácil disponibilidade), mas pelo pensamento que corre a minha cabeça:

“E se eu pagar pelo lote, limpar a loja e anunciar para revenda?”

Daria trabalho em demover a pilha, colocar num carrinho, limpar e catalogar. Provavelmente não pediria ajuda a ninguém. Quem tem alergia ou rinite, que fique de fora.

Por um preço razoável, poderia anunciar e ganhar um trocado. Não ficaria rico com isso.

Os tocadiscos basicamente seriam para doação de peças, pois não acredito que algum ali funcione.

Então: faço o trabalho sujo ou deixo passar?