Vendendo, embalando e expedindo: Revox B226

Os meus 2 últimos envios de aparelhos vendidos foram submetidos a eventos inusitados. Ambos despachados simultaneamente nos correios tiveram destinos diferentes e conclusões pra lá de exóticos.

O tape Technics M8 foi vendido através do MercadoLivre e despachado no dia 02/03/2017 na agência Jacuecanga com destino a Porto Alegra – RS. Chegou no dia 08/03/2017 com um belo rasgo na caixa. Não danificou o aparelho mas trouxe um receio para enviar os próximos aparelhos.

Já o Marantz 5030, despachado no mesmo dia, mesma hora, caixa do mesmo tamanho, mesmo peso, mesmo operador, destino dentro do Estado do Rio de Janeiro ( na Barra da Tijuca mais precisamente) chegou intacto no dia 16/03/2017 (1 semana depois do prazo legal contratado). Isso me deu arrepio pois, mesmo contratando com seguro, eu haveria de tomar um prejuízo por dividir o valor reembolsável ou restituir integralmente o valor da venda.

Depois deste evento decidi tomar uma decisão que não me custa nada e só me traz evidência do que fiz: filmar tudo. E explico o porquê.

Tenho acompanhado o canal do Carlo Mergulhão no Youtube, onde ele posta diversos vídeos sobre eletrônica, principalmente de aparelhos de som. Como projetista e fabricante, seu conteúdo é basicamente para não iniciados e vem recheado de informações que, se monetizado, seriam muito caras.

Percebi que periodicamente ele posta alguns vídeos sobre seus kits vendidos por encomenda e em funcionamento, alguns com pouco menos de 5 minutos. Qual a lição que tiro disso? De que ele deixa bem claro o estado de funcionamento do aparelho e que, se algo ocorrer de errado, ficaria evidente de que não é um erro na montagem nem dos componentes ali instalados.

Voltando à minha realidade, decidi carregar o vídeo sobre as embalagens que providencio para que o comprador saiba como está recebendo. Se não vier da mesma forma, posso usar para abrir um processo contra os correios.

Enquanto não vendo: Pioneer CT-W503R

Não deveria ficar desfalcado de aparelho, já que possuo alguns que estão guardados para venda. Esse Pioneer já havia filmado em funcionamento no post https://v8andvintage.wordpress.com/2016/09/13/pov-philco-hitachi-psr-61-pioneer-ct-w504r-polyvox-vox70s/, ainda em Cabo Frio e usando a GoPro sem microfone externo.

Agora, munido de microfone de lapela, programei uma filmagem com um pouco mais de esmero. Ao invés de gravar com o BlackBerry, decidi usar o tablet Samsung Tab3 com o mesmo microfone externo. As considerações vem ao final do vídeo.

1 – O microfone externo no Tab3 induz um pequeno zumbido de fundo, não muito evidente no meu vídeo devido a minha edição;

2 – A gravação é pobre de graves e excede nos agudos. Para quem ouve ao vivo, está bem mais equilibrado do que o gravado;

3 – Não consegui resolver a equalização, nem no tablete, nem no editor de vídeo;

4 – A resolução da gravação é HD (720 x 480), pois ao tentar fazê-lo em 1080 (full), o ruído induzido pela interpolação estraga qualquer pretensão de qualidade;

5 – A banda que toca está escrita no verso da fita, conforme o vídeo mostra. Quem assistir vai descobrir.

Deu ruim, também.

No post https://v8andvintage.wordpress.com/2017/01/02/deu-ruim-de-novo/ eu havia mostrado o meu Sansui AU555 abrindo o bico, sendo substituído pelo Akai AA5420. Já no post https://v8andvintage.wordpress.com/2017/01/09/gravando-videos-com-microfone-externo/ eu mostro esse amp funcionando em um teste do microfone de lapela que havia comprado. E como faria então para ouvir música quando retornasse à minha residência?

Pedi ao meu sobrinho se separasse o CCE SR3620, aparelho que reformei fazem ao menos 10 anos e talvez esteja parado há 8 anos. A consequência disso não poderia ser boa. Mesmo bem acondicionado, coberto por um cobertor em uma casa fechada, não há santo que segure o oxigênio.

Meu pai trouxe no carro dele e quando fui visita-lo, busquei na mala de seu carro. É normal que haja ansiedade em colocar um aparelho desses para funcionar, pois me sentia vazio sem um som para ouvir em Niterói e também com um desejo de voltar à ativa uma dos primeiros aparelhos que comprei para reformar.

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Assim que liguei na tomada, mesmo não estando conectado senti um leve cheiro de queimado. Conectei as caixas Bravox e a saída do meu DAC, pois com ele ouviria ao menos CD e MD.

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Qual minha surpresa (ou ainda ficaria surpreso com isso?) ao ligar, ouvi o roncado de saída queimada (60hz). Ótimo…mais um pro conserto. Não deveria me surpreender pois esse aparelho foi mais um daqueles que peguei em feira e que foram substituídos os transistores de saída. Carlinho, no qual já contei a história dele aqui https://v8andvintage.wordpress.com/2016/06/22/marantz-2226/  foi que o pôs a funcionar. Não recapeei o pré-amplificador nem outra seção a não ser o amplificador.

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Isso eu deveria já esperar, e não posso deixar que isso aconteça novamente. Vou pegar todos os meus aparelhos e anunciar vários deles que não fazem mais parte dos meus planos.

Gravando vídeos com microfone externo

Para alguns os meus vídeos são produzidos com qualidade razoável. Já outros acham muito ruins. Tem também aqueles que não acham merda nenhuma.

Com a finalidade de melhorar o conceito para os 2 primeiros e também para o meu intimo, comecei a pesquisar como fazer meus vídeos saírem com – ao menos – um som de qualidade melhor. Inúmeros vídeos carregados no youtube mostram de como fazer, dentre os amadores e os profissionais, as opções são diversas entre processos, acessórios para vídeo e os microfones suportáveis.

Sendo honesto, minha maior preocupação era enquanto dirigindo o meu Dodge, o áudio captado fosse do motor, e não do vento que batia na câmera nem os eventuais ruídos internos do carro. No meu entender, quando filmo enquanto dirijo, o som deve vir do motor e sem interferências.

As opções do mercado são inúmeras e todas levam ao mesmo lugar: microfones externos importados. Minha escolha recairia sobre algum modelo que tivesse cabo de conexão comprido (mais de 2m) para que pudesse atravessar todo o comprimento do carro. Esperava também que ele fosse universal, plugando e funcionando no celular, no tablet, na Gopro e na Canon T3.

Agora começam as considerações:

a) A Canon T3 não suporta fone externo. O slot lateral da câmera suporta HDMI, USB e controle remoto. Ou seja: feeeeerrrrooo!

b) A Gopro só suporta seus próprios acessórios. Você compra o cabo de adaptação USB-P2 genérico e descobre que ele é 5-pin, quando para funcionar corretamente demanda um 10-pin. Feeeerrrrroooo 2!

c) Você encontra todos os tipos de cabos e microfones para gravação, mas para descobrir qual é compatível, somente levando todos os seus dispositivos e testando cada um deles. Feeeeeerrrrrrrooooooo 3!

d) Mais uma vez você encontra mais do mesmo no mercado. Assistindo os vídeos no youtube, a quantidade disponível de acessórios, lentes, grip, microfone para smartphones impressiona; o problema é que você não encontra nada por aqui. Feeerrrrrrroooooooo 4!

No fim das contas, escolhi o microfone de lapela da Boya com cabo de 6m, sendo testado somente no Blackberry na loja.

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Sua construção parece robusta suficientemente para aguentar o serviço. Sou cuidadoso com as coisas, portanto espero que ele dure para sempre.

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Ele tem uma fonte de alimentação alimentada por uma bateria de relógio, com função “smartphone” e “câmera”, onde liga e desliga a fonte conforme a aplicação.

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Como se espera, o tamanho é diminuto. Por isso ele existe.

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A pinagem é própria para smartphones e tablets, na configuração TSSR:

Tip+Sleeve+Sleeve+Ring.

Para uso do microfone, só servem o Sleeve+Ring, pois estes são os conectores para microfone independente do fabricante.

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Devido ao sue baixo peso e ser pequeno, pode ser colado em qualquer lugar. Para isso usei um microfone de notebook e seu suporta para adequa-lo à minha necessidade.

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Sim: esparadrapo para fixar. Barato, fácil, removível.

A oportunidade ocorreu quando recebi de meu sobrinho um par de caixas acústicas de micro system. Elas estavam guardadas e então pedi empretada para poder ligar o amplificador Akai e ter som em casa.

Fiquei surpreso com a sonoridade, mesmo que ainda não tenha feito horas suficiente para a tal “queima” ou “burn in”, onde os componente amaciam e funcionam melhor.

 

Breves considerações:

1 – Não sei se partiu a decisão do smartphone ou do microfone de atenuar os graves durante a música. No início os graves são fortes, mas enfraquecem quando a música entra com todos os instrumentos;

2 – O som desse microfone é bem melhor que o interno, posicionado à minha frente sobre o tapete. A sala não ajuda na acústica, sendo percebido um pouco na gravação;

3 – Com a possibilidade de me afastar da fonte sonora, filmar outros cantos da sala sem que a qualidade do som se altere, já garante sucesso no que eu empreendo.

4 – De uma certa forma, as caixas me surpreenderam na qualidade sonora. Muito leves e com um fio polarizado AWG16, pode ser melhor do que já é.

5 – Por último, não sei se conserto o Sansui AU555 ou se taco fogo…

 

Confraternização do Bielaquente Autoclube de Niterói – parte 2

Os vídeos, para quem não participa do eventos como um associado, são sempre muito bem feitos porque demandam uma dedicação de profissional.

No meu caso estava para encontrar ali amigos e para me divertir. Não dá pra ficar filmando e fotografando o tempo todo porque alguma coisa vou perder. O que saiu foi o suficiente, sem encher linguiça, sem torrar a paciência com excessos.

Neste vídeo decidi colocar uma nova vinheta nos meus arquivos, pois acho que devo dar uma apresentação melhor ao que faço. Eu tento fazer as coisas com razoável capricho; caso contrário nem me chame e nem prossigo. Essa poderá ser minha marca registrada daqui pra frente, pois assim faço quando saio de Dodge, como também tenho a vinheta para áudio (reformulada), onde mostro meu tape Marantz funcionando.

Quando me encher das vinhetas que fiz, posso pensar em mudar. Mas sempre será ligado a algo que vivencio, totalmente dentro da minha realidade.