Testando o Gradiente LAB 40 (pra valer!)

Este amplificador já havia sido mostrado aqui no blog, mas tinha sido uma prévia do funcionamento quando chegou aqui em casa.

Tirando o fato de que o técnico esqueceu de trocar a lâmpada-piloto (nada de extraordinário), o amplificador funciona muito bem e considero o serviço bem feito. Percebi como característica mais evidente os graves beeeem mais poderosos que o AKAI, sendo que ambos são próximos em termos de potência nominal. Por causa disso é percebido no video abaixo que eu diminuo a intensidade dos graves para uns 30% da escala; caso contrário ficaria muito desconfortável em uma sala sem acabamento acústico algum. Foi sentido também de que os médios dele não são pronunciados, o que entendo ser uma característica do aparelho (Assinatura Sônica). Se eu decidisse instalar as caixas Polyvox VOX 70s que possuem médios mais vivos, vai tocar de forma mais equilibrada do que o par que há hoje montado. As características acima descritas eu havia percebido enquanto usava as BRAVOX BBR83 (que estão anunciadas para venda), ouvindo meus VHS e DVD como um home-theater, mas percepção foi ofuscada pela novidade de ouvir cada um deles funcionando pela primeira vez.

Aliás, dificilmente você percebe algo de errado quando ouve um setup pela primeira vez. É muito difícil determinar quem é o responsável pelo desequilíbrio, se percebido em tão pouco tempo. Normalmente você leva algumas horas para detectar os problemas e o provável causador de tal informação. Uma análise combinatória de características e possibilidades permitem que você chegue a um resultado mais razoável, exceto se você fez escolhas completamente erradas para seleção. Outro problema é causado pela sua memória, que faz uma exclusão de todas as suas experiências anteriores. Um novo cabo de interconexão sempre parecerá melhor do que o anterior, pois seu cérebro adora as novidades. Há uma tendência natural de que essas novas experiências pareçam mais vantajosas do que aquela que estava posta.

Neste vídeo eu fiz questão de gravar com um volume mais baixo para que o sistema de gravação de audio do BlackBerry não atenuasse como ocorreu nos videos anteriores. Tenho certeza de que deu certo.

 

Decidi também usar música livre de direitos autorais. As escolha foi próxima ao meu gosto, que permitisse passar qualidade na gravação. A lista disponível no youtube é enorme, mas depende muito das suas preferências para ter uma seleção de músicas.

Com a pulga: Heathkit AA-14

Eu anunciei esse amplificador para venda nas principais redes de vendas e sociais, pois não pretendo ficar com esses amplificadores menores.

Em um anúncio, um prospectivo comprador perguntou quais eram os transistores de saída, pois eu havia relatado que um dos canais apresentava um volume muito superior do que o outro. Naquela época o “tenico” disse que isso se dava porque um dos transistores era de germânio e o outro de silício. Nesse caso, o germânio tem um ganho muito maior que o de silício, sendo agravado pelo fato desse aparelho não ter controle de balanço.

Havia prometido a mim mesmo que tiraria fotos e responderia a pergunta no dia seguinte. E o que vi me causou estranheza.

 

Esse par de transistores, após minha consulta e leitura do esquema eletrônico, são originais. Sim, um deles é de germânio e o outro é de silício; mas são pares complementares (NPN + PNP). Ou seja, o problema não se trata da diferença entre os pares de transistores, mas sim sobre a percepção do problema. Há uma diferença na alimentação dos componentes por provável falha ou fora de especificação de outro componente. Esse aparelho não possui tripots para ajustes.

Transistor Motorola: P/N 417-101 = TA2577A (equivalente)

Outro Transistor: P/N 7 99-7140 = 2N2148 (equivalente)

 

O capacitor da fonte é de somente 4700 microFarads. Ridículo

E chego a conclusão de que bateu preguiça em avaliar o problema no último técnico a visitar. Digo isso porque o serviço foi muito rápido comparado ao penúltimo profissional, que ficou com o aparelho por 1 mês e não o pôs para funcionar. Esse seria um dos aparelhos mais simples em sua arquitetura e nem assim foi bem-sucedido.

O aparelho funciona? Sim

Com sua plena potência? Nem de longe.

Um desafio para que for consertar? Tá de sacanagem…

Tirando o Sansui G 3500 da hibernação

O Sansui G 5700 estava sibilando em um dos canais. Não adiantava esperar esquentar, porque era assim que o problema aparecia.

Parece brincadeira, mas eu mesmo nunca tive desfrutado do aparelho. Desde que peguei-o do técnico, ele ficou exclusivamente com meu pai. O único senão é de que ainda com ele o FM parou de funcionar. Tomara que não tenha sido o CI.

Este vídeo foi gravado com um novo celular meu: Alcatel Pixi4. Em outra oportunidade farei um video mais elaborado e com o microfone de lapela.

Imprimindo uma marca

Alguns sonhos nunca saem da sua cabeça. São eles que te motivam a acordar pela manhã e fazer algo útil, produtivo e deixando um legado. Esse legado é o que me incomoda hoje. E muito.

Há uma palestra carregada no youtube do Mario Sergio Cortella, no qual ele pergunta: se você não existisse, que falta faria? A pergunta ela te induz a uma resposta emocional, onde com certeza a resposta seria direcionada à sua família e seus amigos. Mas não é bem isso que ele quer saber: a resposta deveria ser sobre sua imortalidade de idéias e de atitude.

Eu venho maquinando a muito tempo sobre fazer algo diferente do que faço agora, mas não distante do que já lidei. Quando entrei para Engenharia Mecânica na Universidade Santa Úrsula, meu foco era a industria automotiva donde comecei sendo estagiário do laboratório de motores desta instituição tamanho meu entusiasmo. Depois obtive diplomas da Chevrolet por meio de cursos na Semana de Engenharia. Por mais que queiramos muito uma coisa, tenho certeza de que o destino te empurra para uma lado, não te dá satisfação e também você não percebe que mudou o rumo quase por completo. Sua mente fica dormente e uma cegueira te aplaca quando você começa a ganhar algum dinheiro com isso. Aliás, você sempre considera que deva haver alguma recompensa pleo trabalho realizado.

Essa força foi empurrando, empurrando, empurrando… e foi aflorando uma insatisfação incomoda; e deveria ser assim mesmo. Acredito que a chegada aos 40 anos tornou meu intimo muito mais insatisfeito do que de costume, percebendo que uma vida corria lá fora e aqui, fazia tanto frio. Vida gelada, sem entusiasmo, raros momentos de prazer genuíno. Tocando a vida com uma baseline bem modesta, não havia grandes flutuações de entusiasmo e frustração. Nessas horas, o morno é uma bosta. Não há precaução nem coragem.

Muitos assim querem tocar sua vida, burocrática e sem grandes experiências. Não estou disposto a isso, porque quero ver o por do sol na janela de casa, não na janela do ônibus.

Hoje, baseado nos compromissos que tenho, estou preso a essa realidade de acordar 5:30, botar o macacão, ser burocrático, almoçar, ser burocrático, ir embora 18:15, jantar, ficar com uma cara de idiota frente à tv, ir dormir. Não sou criativo, não sou exigido, não sou destacado, não sou percebido. Isso mexe com o humor, com as relações interpessoais, com a família, com o casamento. Dificilmente há um sorriso.

Qual então seria o meio de mudança prevista, prática e factível? Criar sua própria marca. Produzir e divulgar o seu trabalho, handmade, trabalhar com a função e a estética, lidar com as pessoas, ser estimulado, lidar com o belo e fazer o belo.

Sim, eu posso e sei como fazer.

Sim, eu sei onde e por quanto

Sim, eu sei com quem e aonde.

Mas eu não posso pensar em tocar esse projeto somente quando a vaca for pro brejo. Tenho de arrumar um meio de fazê-lo em paralelo ao que faço, enquanto tenho dinheiro e saúde.

Nada disso vem gratuitamente e nem sem esforço. Requer inclusive muito estudo de como colocar suas criações disponíveis no mercado, de como apresentar uma proposta e de como não cair na tentação de querer ganhar dinheiro no primeiro trabalho. Estudo de Briefing, mercado, publico-alvo, valores e o mais importante, o logotipo.

E alguém quer o meu serviço, minhas idéias e meus produtos nessa crise que vivemos? Sinceramente não sei. Não são gêneros de necessidade mas também não são de luxo. Em uma economia pujante com certeza eu teria clientes. Agora, só dúvidas.

Até agora isso me custou algumas horas de conexão de internet, já pagas e sem franquia. Tá barato.

Dirigindo pro evento do Nichteroy – abril 2017

Não existe nada pior do que ficar com o carro sem dirigir por um período de tempo. Tudo parece pior, o freio agarra, o injetor engasga, a porta demora a abrir, o pneu fica quadrado…que merda.

Mas eu tive de me forçar a abrir um espaço na agenda para ligar, dirigir e gastar um pouco da gasolina podium no tanque. Fazer os fluidos circularem diminuem o envelhecimento.

Eu acho que estou envelhecendo mais rápido do que o tempo passa.

Precisamos nos movimentar. Eu e o Dodge.

A câmera é do celular, o suporte é do GPS e não usei microfone externo. Quem achar chato avance para o último minuto do vídeo.

Vendendo, embalando e expedindo: Revox B226

Os meus 2 últimos envios de aparelhos vendidos foram submetidos a eventos inusitados. Ambos despachados simultaneamente nos correios tiveram destinos diferentes e conclusões pra lá de exóticos.

O tape Technics M8 foi vendido através do MercadoLivre e despachado no dia 02/03/2017 na agência Jacuecanga com destino a Porto Alegra – RS. Chegou no dia 08/03/2017 com um belo rasgo na caixa. Não danificou o aparelho mas trouxe um receio para enviar os próximos aparelhos.

Já o Marantz 5030, despachado no mesmo dia, mesma hora, caixa do mesmo tamanho, mesmo peso, mesmo operador, destino dentro do Estado do Rio de Janeiro ( na Barra da Tijuca mais precisamente) chegou intacto no dia 16/03/2017 (1 semana depois do prazo legal contratado). Isso me deu arrepio pois, mesmo contratando com seguro, eu haveria de tomar um prejuízo por dividir o valor reembolsável ou restituir integralmente o valor da venda.

Depois deste evento decidi tomar uma decisão que não me custa nada e só me traz evidência do que fiz: filmar tudo. E explico o porquê.

Tenho acompanhado o canal do Carlo Mergulhão no Youtube, onde ele posta diversos vídeos sobre eletrônica, principalmente de aparelhos de som. Como projetista e fabricante, seu conteúdo é basicamente para não iniciados e vem recheado de informações que, se monetizado, seriam muito caras.

Percebi que periodicamente ele posta alguns vídeos sobre seus kits vendidos por encomenda e em funcionamento, alguns com pouco menos de 5 minutos. Qual a lição que tiro disso? De que ele deixa bem claro o estado de funcionamento do aparelho e que, se algo ocorrer de errado, ficaria evidente de que não é um erro na montagem nem dos componentes ali instalados.

Voltando à minha realidade, decidi carregar o vídeo sobre as embalagens que providencio para que o comprador saiba como está recebendo. Se não vier da mesma forma, posso usar para abrir um processo contra os correios.