[POV] Gravando fita k7

Pode me chamar de maluco em gravar uma fita K7 de uma fonte digital. Pode me chamar de maluco também por ainda usar uma fonte analógica nos dias de hoje. Pode me chamar de doido por perder tempo com isso.

Qual o motivo de usar ainda um tape deck nos dias de hoje, se há tanta tecnologia disponível de maior praticidade e que, teoricamente, são mais confiáveis?

O motivo é puramente sentimental.

Eu cresci ouvindo LP, meus albuns e de meu irmão, principalmente por meio de um 3×1 National-Panasonic que tínhamos em casa. Desde que comecei a entender o que é o mundo, o tape desse aparelho não funcionava; portanto somente o toca-discos BSR funcionava. Eventualmente utilizávamos um gravador portátil também National-Panasonic onde gravávamos música de rádio, artistas e álbuns que não havia acesso neste país de restrição à importação. Tudo isso já havia emplacado em 2 posts meus, um do gravador (https://wordpress.com/post/v8andvintage.wordpress.com/686) e outro das fitas (https://wordpress.com/post/v8andvintage.wordpress.com/1097).

Tempos depois meus pais compraram na falecida Breno Rossi um system Philco-Hitachi donde pude comprar mais fitas e fazer mais gravações. Se eu fizer uma análise superficial, posso afirmar que tenho 98% das fitas que gravei nesta 2a fase dos aparelhos de som. A primeira fase, com minha inexperiência e mudança de atitude e comportamento, não me deixaram guardar as fitas gravadas.

Eu, depois de retomar o gosto por som e por música, passei a ter alguns tapes para fazer parte da minha coleção. Hoje tendo a me desfazer de alguns dele pela inexpressividade para mim, como já anunciado no OLX e com vendas bem-sucedidas. Mas não deixei de ouvir fita mesmo assim.

Mas vem agora a dúvida: como faço escolha do que vou gravar ou queimar CD/MD?

Eu tenho o costume de fazer download de musicas, depois de ver de camarote o fechamento das lojas de venda de CDs e DVDs. Não é que eu seja a favor, mas os comerciantes do ramo nunca foram muito hábeis para conquistar o público e nem para mudar o rumo dos negócios quando as vendas começaram a cair. Conhecedores de música como ninguém, a maioria ficava de pé no alto da montanha olhando com seu ar superior todos que estavam abaixo. Quando o público correu pro download e pro streaming, a maioria ficou de pire na mão.

Eu tenho o costume de salvar os álbuns no computador e ouvir um álbum por vez, colocando uma nota no nome da pasta:

tela1

Álbuns que pontuo como 7 ou acima, serão escolhidos para queimar CD e imprimir a capa. Aqueles que são em um único arquivo, faixas não fragmentadas, eu transfiro para o MD, pois o aparelho reconhece a separação entre as faixas e os divide digitalmente.

Álbuns que recebem nota 5 e 6, faço a gravação em k7, transferindo do arquivo eletrônico para o tape.

Quando decido gravar em fita, o meu procedimento é muito simples: gravo uma mídia CD-RW com o álbum, toco no DVD ligado ao DAC, passo pelo pré-amplificador e chega ao tape, em uma fita que tenha duração suficiente para ter o álbum completamente gravado.

O vídeo abaixo foi gravado faz um tempo, mas somente hoje decidi subir ao youtube:

 

 

 

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