Marantz 2226

No post anterior fiz uma parábola com a possibilidade de você amar várias pessoas ao mesmo tempo – e conviver com elas – e a sua coleção de aparelhos de som mantida sob duras penas.

O texto se divide em três partes, onde a primeira dá a base para o texto e para a compreensão do restante a seguir; a segunda repete o drama da coleção e as tentações; e a terceira sobre uma oportunidade que te aparece e que você é compelido a agir em prol de um aparelho prestes a ser jogado no lixo.

Acontece que, mesmo que pareça brincadeira, de fato aconteceu isso comigo: o tal amigo me deu esse aparelho, mais conhecido como Marantz 2226. Neste encontro, regado a lembranças de um tempo duro mas que nos forçava a sermos criativos, ganhando um salario baixo e sempre em atraso mas com as realizações tendo um sabor doce a cada vitória, esse amigo me deu o aparelho sob uma certa descrença.

E qual o motivo? É de que hoje não faço mais questão de manter aparelhos nacionais no rol dos mais importantes para mim. Sem querer desvalorizar os Gradiente, Polyvox e Quasar eu ainda tenho, mas pretendo dar uma guinada para o oriente e refinar minha coleção. Não é desprezo; é somente uma mudança nas minhas ambições.

Aliás, esta mudança não ajuda em nada, pois estou indo em direção a uma correnteza que tende a me levar aos preços absurdos praticados ou aos lixões onde nada presta.

Mas o pior é que este 2226 estava praticamente no lixo, mas mesmo assim vale à pena trabalhar sobre ele.

Vou dividir o post em 2 galerias: o antes e o depois de limpá-lo.

1 – Antes:

2 – Depois:

 

E então, minhas considerações:

  • O aparelho tinha um cheiro forte de mijo de gato. O motivo? O aparelho estava no fundo do terreno de uma casa, com vasos de planta sobre o gabinete. A limpeza foi feita com o maior cuidado;
  • Ele provavelmente teve um problema na fonte, pois não somente o cabo de alimentação foi cortado, como existem alguns elementos soltos na fonte;
  • Os knobs que vieram não são originais. Estou entre reproduzir os originais ou achar alguém que os tenha;
  • O bonnet do aparelho é de aço revestido de vinil imitando jacarandá. A recuperação é fácil;
  • O pezinhos são fáceis de achar e completar o aparelho.

 

Ainda não mandei para recuperação da eletrônica, pois há uma fila interminável de coisa a fazer e gastar dinheiro.

 

 

 

 

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Uma opinião sobre “Marantz 2226

  1. Muito legal esta História. também tenho essa mania de recuperar eletrônicos dados como mortos, no meu caso, por ser técnico em eletrônica, o meu gasto é apenas com as peças, que estão cada vez mais difíceis.

    Fico contente em encontrar outros “loucos” que tentam manter vivos estes, que considero, monumentos da era áurea da eletrônica.

    Forte abraço

    Ronald

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