Pesquisando motores antigos

Frequentemente leio alguns posts ou matérias sobre uma série de motores que foram fabricados no Brasil ou fornecidos por meio de importação. Na maioria das vezes, o texto fala mal do coitado, não levantando qualquer ponto positivo que o faça ser desejado. Normalmente é preterido.

Ao longo dos anos a nossa indústria cometeu vários erros de avaliação de quais componentes seriam usados nos automóveis brasileiros, sendo que foi – muitas vezes, digo – um erro induzido pela corporação-mãe ou pelo departamento de engenharia.

Se nós estamos fazendo a análise hoje sobre algo que foi considerado ruim na sua época, com certeza estamos comentendo um erro de avaliação. Comparar um produto fabricado hoje com 40 anos de evolução e aquele que deu origem a o que há hoje, tende a ser injusto. Mas a historia também é capaz de reconhecer quando algo foi bem criado desde o inicio, foi bem nascido. É só ver como andam os McLaren-Honda da década de 80 e os do ano de 2015. Sofrível…

O mercado de automóveis atual e seus consumidores com amplo acesso a informação são o que chamamos de demanda qualificada: não querem mais carros sem ABS/Airbag, 4 portas, farois eficientes, consumo não mais que excelente, conectividade com o mundo exterior, etc, etc, etc. Resumindo, quase todos os carros do mercado oferecem os mesmos itens, pouco diferindo na concorrencia diária.

Voltemos a década de 70

fog-C3-A3o-de-6-bocas

Fonte: http://www.autoentusiastas.com.br

Tenho lido muito nos últimos meses sobre os motores FORD que foram disponibilizados na nossa frota tupiniquim, como os Y-block 272 e 292 (8 cilindros), BF 161 e 184 (6 Cilindros) e o OHC 2.3 (4 cilindros). Cada um viveu sua época como uma opção no mercado, que curiosamente não competiam entre si. Eram realmente opções, variáveis na escolha da compra pelo frotista ou do pai de familia. Recaio então meu texto sobre os motores BF, produzidos inicialmente pela Willys e assumido pela FORD quando adiquirido. Não vou aqui discorrer sobre a história deles pois vários sites e blogs já o fizeram exaustivamente.

Quando foram lançados pela Willys Overland do Brasil, estes deveriam atender a um tipo de cliente, em um pais basicamente Rural (olha o trocadilho!) , que precisava de algo robusto e simples. Naquela mesma época já tinhamos opções mais modernas, mas a escolha assim foi feita. O problema é de quando nada acontece, evolui, ou o pior, retrocede. Esse foi o caso do lançamento do Maverick, adotando um motor já capenga na época, talvez o pior de toda sua geração, adotando recursos incomuns e improvisados, não arrancando qualquer elogio da critica especializada. Consumo exagerado (“anda como 4, bebe como 8”), superaquecimento, câmbio com escalonamento incorreto são os mais propagados problemas (fans chamam de característica), que eram evidentes quando comparados com os seus concorrentes diretos GM e Alfa Romeo.

Hoje temos à nossa disposição uma série de recursos que tornaram sua nossa vida mais fácil. Já reclamei na internet que o digital trouxe benefícios, mas quando funciona. Quando não há o desenvolvimento adequado, é preferível ficar no analogico. O sistema operacional Android permite hoje que a sua injeção eletrônica seja programada durante o funcionamento, ajustada enquanto dirige, resetada se cometido algum erro ao toque de um botão na tela. Os mapas de injeção e ignição serão detalhadamente criados baseados nas necessidades de cada motor, torque, condições metereológicas, fatores que são estáticos e inalteráveis durante funcionamento do carburador e platinado.

Mas porquê estou falando já da injeção e não do motor?

Por que estou maravilhado com o que é possível e disponível no mercado para contribuir na melhoria do funcionamento e nas suas características básicas, mesmo que a performance melhore não sendo o objetivo principal. Partidas mais rápidas, melhora no consumo absoluto, funcionamento mais liso são os objetivos principais, mas de reboque, a potência final e o toque serão incrementados.

Nas minhas pesquisas observei que há um grande potencial de melhoria desse modelo, podendo colocá-lo em um novo patamar de funcionamento e performance. Durante meus sonhos eu ia criando uma receita de como fazê-lo – e digo sem medo – que é possível, plausível mas não é barato. O argumento contra seria de que fazer um swap engine para o 302 é mais barato e de melhor resultado. No meu entender, essa seria uma atitude de preguiçoso, de quem quer tudo mais rápido e mais barato. Eu gosto de quebrar a cabeça de como fazer melhor, porque comprar pronto não faz parte do meu estilo; aliás, os perdedores assim o fazem.

No pain, no gain.

Então irei aqui colocar minha receita, dividindo este post em partes. Talvez muitos não concordem com o que explicarei aqui, principalmente porque estou também aprendendo.

Além disso, não faço qualquer propaganda dos dispositivos e produtos vendidos no mercado nacional e fora do país. Minha intenção é somente dispor sobre as possibilidades.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s