Por onde passei.

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Por onde passei.

Será que ainda passarei?

Por cima de tudo. Lixo, asfalto, rato morto, pneu, caco de vidro.

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Passei sobre o óleo que derramei, sobre a sujeira que arrastei comigo.

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Passei por cima de dvd falso, roupa contrabandeada, cigarro do Paraguai.

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Mas trouxe esperança, prosperidade, felicidade a quem precisa um pouco de dignidade.

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Também fui atacado, como se fosse minha culpa. Não sou eu que destruo; eu simplesmente sou governado por alguém. Só faço o que me mandam.

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Mesmo sendo de aço, tenho minhas dores, meus sofrimentos, meus dilemas.

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Alguns nem sabem que sofro com o abandono. E quanto mais, iguais a mim, estão sofrendo por causa do abandono?

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Ainda falta uma rua. Mas desconfio que me aposentaram antes de terminar o meu trabalho.

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