Barca no estaleiro – parte 7

Um dia desses estava pensando o prazer que tenho em reformar, recuperar, restaurar coisas que façam algum sentido para tal. As canetas, os receiveres, o carro…tenho prazer de ver a Fênix renascer.

E acho que sempre é possível melhorar um pouquinho mais, ser um pouco mais caprichoso, dar um toque final ao serviço.

Recentemente percebi que poderia alcançar um outro nível com meu carro – digo que é possível mesmo alguns afirmando que não precisa fazer mais nada. Disse que gosto das marcas de uso, das rugas e indicadores da idade. Mas que tal a marca de sua personalidade posta e evidenciada? Sim, eu sou dono do carro e mesmo colocando-o totalmente original, continua sendo o meu carro.

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Somente o dono é capaz de ver defeitos, como a mulher escultural que sempre acha um pneuzinho e quilos para emagrecer. Você ri ou acha ridículo, mas essa insatisfação com dosagens bem moderadas é benéfico ao ser humano, para que estagne na vida. Evoluir seria o sentido da vida.

Mas alguns não querem. Eu quero e, como disse Jorge Ben: “saia da minha frente que eu quero passar!”.

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Um dia desses com pouco a fazer e cabeça vazia, decidi procurar algumas peças de Dodge Dart e sua família na internet. Começa sempre pelo anúncio dos carros a um preço exorbitante e insano, chegando a alguns ferr0-velhos vendidos a preço de carros novos. Ok. Cada cachorro lambendo sua ca****…

Zapeando cheguei a alguns distribuidores de peças americanos, terreno farto para quem gosta de carros antigos (principalmente muscle cars) e com um cartão de crédito afiado. Nesta pesquisa pensei na oportunidade de adquirir um conjunto novo de lanternas traseiras para o meu carro. Sabia que esse ano ainda é vendido nas tais lojas e que muitas brasileiras importam para revenda aqui no nosso território.

Mas…tinha motivo para comprar um novo par?

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Os motivos da compra podem ser listados abaixo:

1 – A lanterna brasileira é feita totalmente em acrílico, diferente da americana, com aro metálico cromado;

2 – As minhas lanternas são diferentes na idade e na conservação, sendo uma desbotada e a outra com cores vivas;

3 – Nenhuma das que existem hoje são novas;

4 – Para quem quer vender o par original usado por R$1800,00 vai toma uma banana minha (pra não levantar o dedo médio).

Pois bem, decidi comprar o conjunto original e novo na Classic Industries Inc. e trazê-lo por meio da UPS. O sistema de correios americano é tão sofrível quanto o nosso no quesito zêlo. Se não fosse assim, não seriam as maiores empresas de transporte e vão até o fim do mundo.

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O embrulho é tão caprichado que parece um daqueles presentes que você recebe de casamento. Um cristal ou uma taça de champagne, eu diria.

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Brilha como nenhuma outra peça fabricada em série aqui no Brasil.

Para quem não sabe, o nosso modelo 72 é similar ao Dart GTS 68; o nosso modelo 70 e 71, similares ao GTS 69

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Caprichada e pré-montada, tanto na frente quanto nos fundos.

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Só existem os prós? E os contras?

Os impostos pagos por importação de um item que não existe no Brasil. Além disso, foi taxado inclusive com o valor do frete.

Justo, não é?

Não. Faltou o IOF.

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