Red Bull Cliff Diving – Teste de câmera TLR Yashica A + Filme Lomography

Conforme havia relatado no post https://v8andvintage.wordpress.com/2013/08/16/yashica-a-tlr-twin-lens-reflex/ , o exemplar estava em bom estado de conservação e precisava somente passar por uma limpeza e revisão.

Buscando na internet por oficinas no RJ que realizassem esse serviço, achei a oficina Almeida & Edir Ltda (Rua da Carioca 32 / 302 – Centro – Rio de Janeiro) que tinha a capacidade de realizar o que esperava: comprometimento e profissionalismo. O Sr. Edir é o responsável pelas câmeras analógicas/antigas, com larga experiência e manteve-se nesse nicho de mercado. Para aqueles que acham que a fotografia analógica não morreu, ele nos ajuda a manter essa “chama” acessa, cuidando de nossos equipamentos sem extorquir.

Ao mesmo tempo eu tinha uma dúvida de como funcionaria a câmera com o filme que tinha disponível, o Lomography Redscale XR 50-200, descrito no link https://v8andvintage.wordpress.com/2013/07/10/lomography-110-e-120/ . Eu teria de ter um mínimo de conhecimento para diferenciar onde a câmera falha, onde eu erro e onde o filme imprime sua marca registrada. Para minha sorte, errei somente em uma foto (fora de foco, apesar do limite da luminosidade). O filme se comporta de uma forma imprevisível, fato alertado por várias pessoas que já o utilizaram. O termo mais preciso foi “impreciso”, como entreouvido na Kronokroma (www.kronokroma.com.br).

O dia ensolarado facilitou as coisas para mim. Eu queria aproveitar a luminosidade no topo da escala: areia da praia em dia ensolarado. Ábaco indicando EV 16, regrinha Sunny 16, tentei ajustes para fazer com o que o ISO fosse abaixo de 100 (ou seja, velocidade 1/100). Algumas fotos tem rating para ISO 64 e 50.

Se consegui? As fotos não-redscale são a evidência.

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As marcas em forma de colmeia nas fotos se deve ao backing de papel, que acaba deixando suas marcas.

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Na foto acima, uma entrada de luz.

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Essas fotos do passeio ciclístico (o que eu não esperava) foram ótimas para o teste. Aqui tentei alterar a profundidade de campo, mas não consegui.

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A digitalização realizada na Vapt-vupt lab apresentou aberração cromática somente nas fotos vermelhas. Se estivesse utilizando o Kodak Ektar 100, provavelmente teria ficado perfeito.

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A partir daqui, achando a competição pouco atraente, decidi mudar de posição para tentar capturar ângulos diferentes do evento.

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Na praia de Itapuca tinham alguns surfistas aproveitando as boas condições para a prática do esporte. Aqui eu quis pegar a dinâmica da manobra com a competição ao fundo.

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Como fomos em direção ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, decidi pegar um novo rolo de filme 120 para queimar. O local é magnífico, o tempo estava lindo, eu estava disposto e minha esposa não tinha bolha nos pés.

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Já escaldado, a cada carregamento de foto eu fechava a janela que indica o filme a ser exposto. Isso evita a aparição dos números da foto na mesma.

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Como ela é Turismóloga e ex-estagiária do MAC, conseguimos a entrada no museu gratuitamente. Na foto acima errei o foco, porque me preocupei mais em alcançar o limite do equipamento sem usar o modo Bulb (obturador aberto).

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Lugar feio para prática do futevôlei, não é?

Como havia previsto o filme se comporta de forma imprevisível. Pode puxar pro azul ou pro vermelho sem alterar nenhuma configuração da máquina. O que podemos perceber é que a maioria das fotos redscale foram aquelas viradas para a areia, elemento que traz luz extrema para a película.

A câmera se comportou de forma irretocável. O filme, temperamental. Agora é utilizar outros modelos de filme 120 como Fuji Superia X-TRA 400 ou Pro S, Kodak T-MAX ou Ektar (já encomendado) ou ainda, partir pros P&B da Ilford.

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