Uma paixão, uma câmera e um autódromo

Quando mais jovem, saindo da puberdade para a fase adulta, aflorava minha paixão por carros, motos e afins. Assistia tudo sobre carros, lia tudo sobre motos e jurava que um dia iam relançar categoria ciclomotores para iniciantes em corridas.

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Ficava antenado ao que pudesse ocorrer no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Do Turismo N (Campeonato Rio-Minas), onde corriam Andreas Matheis, Toninho DaMatta e Murilo Piloto; Motovelocidade, onde o único representante era Alexandre Barros; Campeonato Carioca de Arrancada, sem ícones midiáticos, pois eram gente como a gente.

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Mesmo ainda não tendo carteira de motorista, ia com amigos ou parentes para ver as corridas no autódromo. A chegada já motivava, os carros estacionados alimentavam minha imaginação, a adrenalina subia. O que será que veria hoje? Bons pegas? Carros bonitos? Arquibancada lotada? Mistério…

Para não perder nada, fui munido de nossa Olympus Supertrip com um filme 36 poses e muita vontade de guardar tudo que fosse possível. Para a posteridade, quem sabe?

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Não sei se alguns desses carros ainda rodam por aí. Percebe-se que alguns eram caprichosamente montados, outros caprichosamente moídos. “Who knows”?

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Na arquibancada o público se emplogava com o que ocorria dentro e fora do circuito. A estrutura metálica e piso de madeira deixava ver o que ocorria do lado de fora. Fora o medo da madeira quebrar e cair de lá de cima.

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E as arrancadas? Tudo movido pela paixão de uma forma muito amadora. Os carros tinham a preparação que era possível na época. Chevy 500 com motor 250s, Maverick v8, XR3 com ponto avançado e sem escapamento, faziam a alegria da galera.

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É muito interessante relembrar como essas provas eram amadoras e apaixonantes ao mesmo tempo. A empolgação tornava tudo mais colorido e a recompensa era ver os resultados melhorando puxada a puxada.

Nunca participei de um campeonato desses, mas acredito na sensação arrepiante da competição.

Por outro lado, essas são minhas últimas lembranças de um parque de diversões de muitos cariocas. Começando com o maldito parque aquático e um velódromo que ninguém usa, teve a pá de cal jogada quando decidiram acabar com o autódromo que nos deu muitas alegrias, inclusive na Formula 1 e Formula Indy.

Agora, resta-nos esperar por um autódromo em um terreno podre que nenhuma construtora quer subir arranha-céus.

Viva a especulação imobiliária.

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