Lomography 110 e 120

Como havia relatado em posts anteriores, a minha aproximação à Lomography se deu na Livraria Cultura.

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Naquele dia eu perguntei se eles vendiam filme fotográfico e a vendedora disse que, se não tivesse na loja disponível, ela procuraria e chegaria em um dia. Prevendo uma escassez no mercado de filmes (ou com medo mesmo), decidi encomendar uma caixa de filmes. O valor para 3 rolos era de R$53,00, nada mal para o produto exclusivo que era. Acessando o sistema, a vendedora disse que viria de outra loja, mais precisamente no São Conrado Fashion Mall.

No dia seguinte retornei e peguei a minha embalagem. Aí é que vem o problema… Não tinha percebido que havia comprado um filme 120, que não tem nada a ver com os 135 frequentemente usados, alvo de minhas buscas.

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E logo veio o pensamento: onde enfio essa m****? A resposta é fácil de ser dada – numa câmera que use filme 120! A primeira idéia que me veio foi de recuperar a câmera AGFA Billy do meu pai, que se encontra com meu irmão. A segunda idéia foi de procurar uma câmera que usasse tal formato, o médio.

Qual minha escolha? A segunda, claro!

No workshop da Diana F+ eu poderia ter utilizado um dos rolos adquiridos, mas o valor pago já contemplava um rolo. Então, mantive minha caixa intacta. Pesquisando, pesquisando e pesquisando mais, vi que havia uma outra vertente de fotografia, paralela a de Toys Cameras: a de fotografia Lo-fi.

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Resume-se a fotografias low-fidelity, traduzindo, de baixa qualidade. Pequenos erros, falta de foco ou profundidade, manchas e outras marcas impressas dão um charme no resultado. Não é para sair bonito mesmo, mas também não é para perder o filme com fotos ruins, mal tiradas.

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Não mais que interessante e oportuno aparece o filme 110, formato amplamente utilizado na década de 70 e 80, principalmente por crianças. Como assim? Sim, os pais preferiam dar na mão de uma criança uma máquina com poucos recursos e um filme de somente 12 poses. Conversando com um amigo, ele disse que me daria uma máquina fotográfica, sem especificar marca e modelo. E a surpresa chegou: uma câmera Kodak Sport. Alguns chamarão de “xereta”, apelido dado na época pela praticidade e discrição. Agora, o que me resta? Carregar o filme 110 e sair testando. Com responsabilidade, claro.

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