Lomography Diana F+

Como havia comentado no post anterior, conheci a Lomography através da Livraria Cultura, e logo depois descobri a loja do Rio, Lomography Store Rio. Quando visitei tive a oportunidade de saber da existência de agenda de eventos semanais e também aos fins de semana.

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Através do perfil no Facebook, agendei minha participação do workshop da Diana F+, modelo que usa filmes 120 e 135, trazendo uma nova experiência no uso de câmeras analógicas. Esse era o meu intuito, conhecer um novo produto, uma nova técnica, até mesmo retroceder na metodologia de escolher um evento para ser fotografado. Banalizamos a fotografia com a digital: todas as fotos são “perfeitas”. Tudo muito certinho, sem erros, sem tremidos, sem boca aberta, sem olhos fechados.

 

Na hora marcada apareci na loja e me apresentei ao Rodrigo, sempre muito atencioso e simpático. Foram chegando mais e mais pessoas para participar, mas não lotando a loja porque é muito grande para tal.

 

Nota: só tinha eu, um senhor e dois rapazes acompanhados das respectivas namoradas representando o sexo forte no workshop…

 

A explicação foi sendo dada, o que é primordial para uma câmera “pé-de-boi”. Não há sprockets (o trilho que faz avançar o filme), não há um contador de fotos tiradas e nem há relação do obturador com o avanço. Ou seja: você pode se empolgar e tirar 300 fotos incompreensíveis. A informação mais valiosa foi como carregar um filme 120, já que não há trilhos nem é rebobinado. O papel que serve como guia para tracionar o filme e não deixar velar o filme (queimar) dá toda a pista de como errar e acertar. A contagem e o posicionamento do filme só é possível quando você olha uma janela indicativa sob a luz do sol. Na sobra é quase impossível ver em que pose você está. Ao retirar a tampa traseira para ter acesso ao interior e carregar o filme, me dei conta que ela não tem nada por dentro. Nada mesmo. Vazia.

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Saímos para a rua, todos munidos de sua Diana F+. A liberdade de fotografar o que desejasse e a quantidade de temas possíveis em alguns quarteirões é incontável. Qualquer coisa serve para ser fotografada artisticamente com a Diana. “Não espere fotos nítidas e perfeitas com a máquina”, ouvíamos sempre. Ela é cheia de imperfeições que são repassadas ao filme. Os seus erros são notados, as falhas são visíveis e os resultados surpreendem. Era isso que eu queria.

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Gostei muito da sensibilidade do filme Iso 400, apesar das marcas no filme. Essas letras e números que aparecem são impressão do papel sobre o filme. Apesar od filme ser lacrado e dentro da validade, o charme só aumentou.

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Mesmo com filme nublado, a abertura do obturador e sua indicação eram condizentes com o dia.

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Na foto abaixo utilizei uma grande angular, própria da Diana F+

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E, por último, a melhor foto: com uma lente “fish-eye” ou olho-de-peixe.

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Recentemente eu ouvi uma frase atribuída a um projetista japonês: “Nós levamos tanto tempo e suamos tanto para ter uma imagem digital perfeita para depois criarem o Instagram.” Eu concordo com ele, porque a Diana F+ é anterior (Chinesa, da década de 60) aos recursos hoje difundidos e gratuitos.

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Muito imaginam o porquê de gastar meu dinheiro para tirar fotografias com imperfeições. A resposta é simples: experimentação. Ver uma nova-velha tecnologia e saber utilizá-la para extrair ao máximo todo o potencial. Eu obtive êxito na minha experiência pois TODAS AS FOTOS SAIRAM NÍTIDAS! As letras maiúsculas se devem ao fato de várias pessoas terem tido literalmente abatidas pela maquininha. Alguns blogs falam em 2 rolos de filmes perdidos antes de sair algo nítido. Graças ao workshop.

A revelação custou R$25,00 dando direito a um CD-Rom com as fotos reveladas. Eles não possuem laboratório próprio, mas coletam seu filme e encaminham ao laboratório Vapt-Vupt. Também há a recomendação da Kronokroma, laboratório especializado em analógicos e ampliação de alta qualidade.

Resumindo: é um barato literalmente. Valeu à pena cada minuto e dinheiro despendido para a brincadeira. E não foi a última, com certeza.

 

Mais:

 

www.lomography.com.br

https://www.facebook.com/Lomographyrio

www.vaptvuptlab.com.br

www.kromokroma.com.br

 

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Uma opinião sobre “Lomography Diana F+

  1. Sensacional, Grecchi. Vou pesquisar mais, assim que passar a alegria da nova Canon, vou ter tempo. Ontem no Rebel Day me diverti muito, clicando que nem um desesperado. E por isso tendo menos cuidado que devia. Mas é tudo novo, de novo, e além da linguagem, preciso dar muito mais atenção à fotometria. Dei muitas bobeiras nas fotos de ontem, já deu pra ver rapidamente. As suas no Lavradio estão muito legais. As das máscaras estão ótimas. Abraço, Nik.

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