Fotografia

Desde que comecei a ter algumas habilidades e independência, usei a fotografia como um dos meus hobbies. Ainda no período jurássico do filme fotográfico (assim alguns hipsters chamam), os momentos que considerava importante eram imortalizados pela fotografia.

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Lembro que o primeiro evento importante que me meti a fotografar foi quando viajei pelo Instituto Abel, onde estudei em Niterói – RJ, por intermédio da Orquestra Típica LaSalle, regido pelo professor Pedro Motta da Silvia (sim, é Silvia mesmo). Naquela época tocava saxofone e a viagem foi ao Rio Grande do Sul. Visitamos o LaSalle em Canoas (cidade na grande Porto Alegre) e depois nos apresentamos em Caxias do Sul. A viagem resultou em 12 fotografias 9×9, tiradas em uma Kodak Instamatic. O filme 126 de cartucho utilizado por ela já era difícil naquela época (acho que em 1984), pois o 135 tinha se popularizado pela quantidade de fotos possíveis, mas não pela praticidade.

Fui crescendo e passei a usar a Olimpus Supertrip adquirida pela família. Fotos se tornaram mais nítidas e sem a necessidade de pedir uma câmera emprestada. Revelações na DePlá (ícone nesse período), filmes Curt (o brinde era um canister chaveiro) e outras mandingas e lendas urbanas (como a Olimpus Trip 35 que duplicava o filme) nos levava a eternizar os momentos.

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Uma das mandingas (ou manias) que tinha era utilizar filmes Fuji (ricos em azul) e revelação Kodak (ricos em vermelho). Isso era para tentar “explodir” as cores. Em várias oportunidades isso funcionou, resultado que surpreende até hoje.

Como o advento das câmeras digitais, o filme entrou numa fase de ostracismo e levou a muitas das lojas de revelação a fecharem suas portas. Todos queriam tirar fotos mas para visualizar no computador. O papel fotográfico quase sumiu, levando os quadros e álbuns para o mesmo buraco.

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Quando me casei, a lista de presentes dava crédito para comprar uma câmera digital. A escolha recaiu sobre um modelo da HP, simples e barata. Consegui com ela tirar muitas fotos, mas o resultado na maioria das vezes não agradava nestes 6 anos de vida. Queria que ela fizesse algumas coisas incompatíveis com sua tecnologia, como esperar que um fusca 1300 batesse o recorde de velocidade. Por outro lado, com dó de jogar fora e vendo ainda funcionalidade, não comprei outra melhor. Queria a oportunidade ideal.

Numa viagem de férias em outubro de 2012, a HP caiu no chão do restaurante e deixou de funcionar. Não enxergava vantagem nenhuma em providenciar o conserto, porque eu sempre reclamei dela. Resumo: o resto da viagem passei de analógica (a tal Olimpus) e de celular (um HTC com péssima resolução). Cogitei até comprar outra câmera digital por lá mesmo, com o simples intuito de substituí-la. Seria um erro de R$250,00.

Minha esposa ao ver os encartes de jornais no domingo me perguntava “quando você vai comprar uma câmera boa?” eu respondia que esperaria pela oportunidade ideal. No dia de meu aniversário iniciei um curso no centro do Rio de Janeiro e, durante o almoço, decidi ir ao Prédio Avenida Central, conhecido por vender muitos sortimentos de informática e fotografia/video. Rodei, rodei, rodei…e achei uma Canon T3, recomendação de um amigo fotógrafo, Luciano Neves.

Quase simultaneamente conheci a Livraria Cultura, inaugurada no centro da cidade (Rua do Senado). Rodando seus 3 andares, conheci a Lomography em um pequeno estande, sendo um dos modelos expostos a “La Sardina”. Revirando a internet conheci a comunidade no www.lomography.com.br, seus modelos e seus “baratos”. Uma infinidade de modelos e séries especiais fazem com que qualquer amante de fotografia analógica esgote sua conta bancária. Preços justos fazem com que você tenha vontade de sair com uma câmera, camisa ou outro brinde debaixo do braço.

Visitei sua loja oficial no Rio de Janeiro, na Rua Barata Ribeiro – Copacabana: o ambiente é o mais agradável que você possa imaginar. No balcão tinha um flyer sobre os workshops ministrados por eles e vi que, o da Diana F+ (câmera de médio formato ou 120), seria no sábado seguinte.

Agendei minha visita por e-mail à loja para experimentar o formato 120. Este foi o utilizado antes do advento do 135, mas com peculiaridades. A câmera permite tirar fotos 9 x 9, 9 x 12 e 10 x 15; não possui canister, mas o filme é enrolado em uma folha preta fosco; não rebobinamos o filme porque ele sai de um carretel para outro. Tudo novo para mim, se não fosse o caso de termos em família uma máquina Agfa, modelo Billy II, que usa esse filme (eu era criança demais para lembrar dos momentos retratados).

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Me juntei ao grupo e comecei a aprender como utilizá-la. Multiexposição, abertura “B” (bulb) e foco regulável sem referências como nas SLR, são características que incrementam a emoção para a experiência. São 12 as fotos previstas em um rolo que nunca usei traz uma grande ansiedade para saber se deu certo. A revelação leva 3 dias, pelo simples fato que poucos laboratórios hoje revelam este filme.

Em breve as fotos do workshop serão revelados e, se tiver a sorte de principiante, apresentarei aqui no blog.

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