Pato novo não mergulha fundo

Eu já fui pato novo, e continuarei sendo para alguns assuntos até o fim da minha vida. E gosto de ser o mentor daqueles que se mostram realmente, verdadeiramente, originalmente interessados.

Essas pessoas os quais tenho o prazer de ensinar tem de ter paciência comigo. Eu fico tão motivado ou mais até, comparado com o pupilo(a). É uma natureza minha, que infelizmente tive de controlar por apostar em algumas pessoas que não mereciam minha atenção.

Não é o caso do colega Gustavo Guerra, que escreve pro blog http://complexodeninja.blogspot.com . Fui um dos motivadores, mas não exatamente uma referência para que ele escrevesse suas impressões da vida. O hábito de escrever fê-lo abrir sua mente para o que há fora do seu ambiente usual. Motivei-o a escrever para que também se expressasse melhor, usando o português que foi aprendido até agora.

Ele possui um estilo peculiar, que poderia ser atribuido a um homem cosmopolita de 30 anos. Não é nem um nem outro. Mas é antenado, esforçado, dedicado.

Quando recebi a noticia que trabalharia no RJ, motivei-o a aderir a tudo que viesse de novo: cultura, pessoas, sotaques, manias. Faria para aprender o que existe fora do eixo casa-trabalho de todos os dias. Digo que não é fácil ficar longe da casa, da moto, das suas coisas e principalmente, da família. Mas enquanto tem saúde, juízo e nem tantos compromissos, esse é o dever dele.

Conversamos frequentemente via chat e dou-lhe dicas sobre o que ver de bom no centro da cidade do Rio de Janeiro. E como bom pupilo aderiu a quase todas. O percentual que falta é devido o tempo e, provavelmente, a falta de um acompanhante disposto. Mas, se perceber bem, é isso mesmo o que deveria acontecer. Não mergulhar fundo e ir tentando aos poucos, de preferência na medida que suas mãos alcançam.

Quando as agendas coincidiram, marcamos o encontro na Praça XV. Eu havia falado tanto para ele sobre o que existia de bom para ver que não havia outro lugar para iniciar o dia.

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Acompanhado de sua esposa, fui explicando o que cada barraca, cada vendedor e cada canto tinha. Não andamos nem metade da feira, mas não por falta de tempo, mas de espeço na memória para assimilar tanta informação. Em uma das barracas, o vendedor de memorabilia tinha cartazes e placas de Harley-Davidson, Coca-cola e outros diversos para decoração. Como ambos gostam do mesmos temas e o lugar tinham inúmeros títulos, ficou difícil decidir pelos melhores.

Depois decidimos seguir para a Feira do Rio Antigo, na Rua do Lavradio. Nesse dia o céu estava aberto e o sol inclemente para os “estrangeiros”. Apesar de ter menor extensão, a feira tem mais itens para decoração, o que o motivou a escolher tudo para o seu apartamento.

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Eu havia alertado para as lojas que possuem mobiliário e lustres, como a do número 610. É realmente difícil absorver tanta informação em tão pouco tempo. Então, vamos fotografar!

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E qual a cereja do bolo?

Um bom almoço com um bom papo. Se a temperatura estivesse 5ºC menor, teria sido perfeito!

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Uma opinião sobre “Pato novo não mergulha fundo

  1. O pato novo, a medida do possível, vai aprendendo um pouco de cada coisa. Às vezes a distância me deixa muito ranzinza e tenho de me conter com o que está próximo de minhas mãos. Méritos para o professor e méritos para o perguntador. Posso até dizer que enchia o saco do Léo de tantas perguntas. Mas ainda não acabou. A estadia é longa e tenho muito o que perguntar.

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