Sheaffer Imperial

Como descrito no post “Bacia das Almas”, em uma corrida ao Feira da Praça XV adquiri 2 canetas antigas: uma Sheaffer e uma Waterman.

Eu estava usando até então a Pelikan P380 com muita satisfação. Leve, macia e elegante, tem um grande conjunto a um preço honesto. Mas como também o “bicho carpinteiro”, tenho de colocar para funcionar as aquisições mais recentes.

O meu prazer é ter uma coleção funcional. Gosto do garimpo, mas não sou profissional da manutenção. Me arrisco nas coisas mais simples, cosmética, perfumaria ou outra porcaria qualquer. Não me aventuro em determinadas searas para não sair pior do que estava.

Assim sendo, depois de um período sem novidades nas mãos, decidi colocar para manutenção essa Sheaffer.

A pena é chamada de “Inlaid” ou cravada, no portugês. Ela não é removível ou substituivel. qualquer manuenção deve ser realizada com a pena que existe, sob condição razoável. Caso esteja trincada, parte do corpo deve ser substiuida. Mesmo com essa característica, é considerada semi-flexível, característica que pode soar estranho para quem vê e não conhece muito.

A sua capacidade de tinta é uma das maiores do mercado (considerando sua época) e, como a maioria dos sistemas da Sheaffer é de alta confiabilidade (exceto o Snorkel adotados na família PFM e outras). O sistema “Touchdown” é simples e foi todo revisado como manda o figurino.

O corpo e a tampa são de ouro 23k. Mas aí vem uma novela: qual o processo de fabricação? Folheada, banhada, sólida? Esse modelo é nacional e tem junto a abertura da tampa escrito: “Sheaffer 23k FLH”. Pesquisando muito em fóruns, um Brasileiro disse ser folheada, por isso o FLH gravado. A informação parecia razoável até encaminhar oa Sr. Alcivander que ratificou a história. Esse mesmo corpo possui ranhuras por toda sua extensão, em grupos de 7 linhas (só com lupa você é capaz de contar). Apresenta uma pátina característica de produtos dourados, que provém da base em metal amarelo. O risco de polir e retirar a patina é que, como toda pátina, o material já sofreu oxidação e perda de material.

Pátina: camada oxidada fortemente aderida à materia-prima. Produz proteção ao metal base e não deve ser retirado por motivos estéticos.

Sua escrita é áspera, menos que a Skripset e mais que a Crest. A pena é média e o controle de tinta funciona bem, sem borrões ou falta. A pena de 14K é, em minha modesta opnião, a segunda mais bonita já fabricada, atrás somente da Triumph de mesma marca.

 

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2 opiniões sobre “Sheaffer Imperial

  1. Bom dia. A respeito dessa caneta, ela é de ouro 23k ou folhada? Gostaria de mais detalhes. Se possível o endereço do profissional que faz manutenção da mesma. Muito obrigada
    Cleusa

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