A penitência com meu Sansui acabou? Ainda não.

Confesso que estive a beira da irritação com meu técnico, devido aos últimos problemas no meu Sansui. Não sou daqueles que perdem a paciência com o menor dos problemas, nem desconto minha raiva socando a porta. Acho que ele sofre do mesmo mal de muitos profissionais: tem muito trabalho e pouco esmero. Isso é porque todos querem ganhar  dinheiro em pouco tempo. Contas a pagar, tênis pros filhos, gasolina pro carro…Esse tipo de atitude que poderia ter tido contra ele seria uma grande injustiça com uma pessoa e um profissional, que sempre foi muitíssimo educado comigo.

Peguei novamente o aparelho, após tê-lo mostrado funcionando mal-e-porcamente em minha casa. Ele lá mesmo percebeu que um transistor era o culpado de um canal teimoso em apresentar problemas. Após 5 dias, constatado o problema, fui resgatar o aparelho em sua residência/oficina.

Resultado: funcionando, mas decepcionado. O aparelho é bom, mas não está caprichado como gostaria que estivesse, como paguei. A saída apresenta ainda um leve roncado em um dos canais (o problemático), fora o potenciômetro substituído e inconstante. Tudo isso será resolvido assim que importar um novo pela internet . Mas nada disso impede de desfrutar do aparelho, cuidar como um novo brinquedo.

Instalado o CD, o MD e o DAT, trouxe de minha coleção e retomei a ativa um tape-deck Marantz 5420, horizontal, de funcionamento rude mas de eletrônica soberba. As gravações em fita normal (IEC I) e CrO2 (IEC II) são as melhores já ouvidas. E olhe que ele nunca foi revisado, saido diretamente de uma feira de troca nos fundos de um lixão!

Os cabos continuam os mesmos, Acoustic Research, que possuem 1,8m de comprimento. Gostaria que alguns deles fossem menores, pelo simples motivo de alguns deles ficaram atrás dos aparelhos, trazendo uma confusão danada. A maioria delas poderia ter menos de 1 metro, mas demandariam resoldagem, o que não quero de forma alguma. Isso só me traria problemas por ter mexido em mais uma coisa que estava funcionando a contento.

O grande tesão de fazer essas recuperações é salvar um aparelho à beira do lixo, de qualidade, ainda integro. Mas quando enfrentamos esses problemas de retrabalho, defeitos persistentes (e esse não foi o primeiro) e 3 técnicos que me decepcionaram, você começa a se questionar se todos esse trabalho tem resultados positivos. É claro que não compro aparelhos sucateados, porque o trabalho é insano e caríssimo. Outra característica de aparelhos que não compro são aqueles microprocessados ou com controles soft-touch: não se acha peça para repor nem de sucatas. Já recusei ofertas tentadoras de tape-decks de alto nível, mas que sabia que o problema alegado e o preço baixo não compensariam.

Quanto tempo ficarei usando esse aparelho? Não tenho a menor ideia. Tenho ainda outros para recuperar, sem considerar aqueles que porventura compre em minhas andanças.

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