Quando jogar as coisas fora?

Quando jogar as coisas fora? Boa pergunta.

 

Na TV por assinatura você pode assistir vários programa com o tema arrumação ou colecionismo, como “Cada coisa em seu lugar”, “Obsessivos” e outros do gênero. Neles é possível testemunhar algumas pessoas que possuem algumas preciosidades, como um senhor com muita dificuldade de andar e respirar, mas colecionador de armas; outro foi um ex-baterista que possuía praticamente um estúdio com diversos equipamentos, sob pilhas de roupa e outras porcarias.

Os hosts dos programas sempre fazem a pergunta: “você precisa disso?” E as pessoas respondem constrangidas que não, mas imediatamente argumentam que pertenceu a alguém muito importante, que foi da avó, que foi presente de casamento, etc, etc, etc…

Ou seja, vamos renovar! Vamos mudar tudo! Vamos jogar fora itens valiosos ou vender a preço de banana. Claro, quem fala isso não tem amor a essas coisas, porque está lidando com as coisas dos outros. Em cada episódio é possível observar que o maior problema é a organização em si, em seguida falta de higiene.

É claro que muitos daqueles abordados por esses programas (por vontade própria, dos parentes ou da polícia) tem muito apego aos itens que estão “jogando fora”. Eles tem um sério problema de visão da realidade, quando não sua própria versão. Nunca admitem que um extrato de banco de 15 anos pode ser jogado fora. Imaginam  sempre que algo pior virá e eles um dia utlizarão aquele papelzinho mofado e manchado.

Várias peças que são rotuladas de inúteis compõe uma decoração, uma época, uma história. Peças de cerâmica, faiança, prata, decorativa dos mais variados tipos devem ser avaliados dentro de um contexto de decoração. O problema pertence ao dono se o seu gosto for voltado pro cafona ou kitsch; ele não pode ser penalizado por isso. Não o julgue. Um sofá antigo pode receber um belo tecido moderno, confortável, ter seu madeirame reenvernizado, ou seja, retrofit (como se diz na indústria). Em uma determinada época os aparelhos de som valvulados foram execrado e quase extintos pelo novos de estado-sólido (transistor, seu bobo); esses foram substituídos pelos mp3 ou mpxxx, como desejar. É notória a diferença sônica entre um transistorizado e um valvulado, principalmente se você tiver a disposição válvulas novas e modernas: quanta diferença! Mas pro positivo…

Já uma televisão valvulada, de tubos antigos, tem uma imagem 1000x inferior a TV’s de LCD, Plasma e LED disponíveis no mercado, além do consumo de energia e seu peso. Nos apartamentos de hoje não há espaço para uma dessas.  As geladeiras tem o mesmo estigma: gastadoras de luz. Engano de quem não entende. É possível reformar uma geladeira antiga utilizando motores modernos, de menor consumo, além de poder realizar pequenas intervenções que melhoram seu funcionamento. E o estilo? Inconfundível, digo. Que uma dica? Visite o blog HTTP://vadevintage.wordpress.com  e veja o projeto intitulado “Adelia Works”.

A valorização do vintage e antigo é tão grande que temos a câmera Polaroid digital e o apps Instagram, que simula as características das fotografias de filmes. Ou seja: se você quiser é possível conviver o novo com o antigo, harmonicamente, sem prejuízo da qualidade de vida.

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