A arte de consertar a m****

No meu post “A arte de fazer m***” (https://v8andvintage.wordpress.com/2010/11/20/a-arte-de-fazer-m/), mostrei como cometer erros e como não tentar consertá-los se não der pé. Levei 1 ano para remediar o que fiz, pois precisava não só amadurecer a idéia, como comprar o material.

Estava inclinado a mandar o bonnet do meu Pioneer SX535 para um marceneiro a fim de revestir com folha de madeira e resolver o meu problema. Mas achei que seria covardia da minha parte mandar para alguém consertar o que eu fiz, considerando a simplicidade do reparo.

Avaliei muito todos os pontos fortes e fracos. Um dos fortes é o preço do material e a mão-de-obra gratuita. Um dos fracos é fazer merda novamente e perder tempo + dinheiro. Então, mãos à obra!

Comprei o material em Niterói mesmo, indo de bicicleta e amarrando o material na garupa. Chegando lá, fui com a idéia fixa de fazer o revestimento com folha de Imbuia. Mas ao ver, percebi que o padrão de veios não combinava com o original. Avaliando o estoque, decici por usar uma folha de 60cm de Freijó. O tom seria corrigido com Vieuxenne, pois meu verniz alto brilho não tem corantes. Prefiro eu mesmo tonalizar.

Perguntando muito e lendo muito, percebi que tinha as ferramentas adequadas para o serviço. Sem esquecer que só foi possível durante o recesso de fim de ano passado em Cabo Frio.

Uma curiosidade: todo acervo de madereira decente é controlado pelo Ministério do Meio Ambiente, através de emissão de um manifesto de material, constando o meu CPF. Ou seja, compra legal!!!

Depois de colado no topo e na lateral, fiz o recorte da tela de refrigeração. Esse serviço foi fácil pois as dimensões da grade ajudam com o acabamento. Em alguns pontos fiz uso da massa K12 para preencher eventuais falhas.

Antes de aplicar o Vieuxenne, fiz teste em uma pequena peça do recorte da chapa. Tinha à disposição cor preta e mogno. Na verdade, nenhuma delas se aproximava do padrão original. Decidi, então, fazer mistura de 50-50 com os dois tons, chegando a quase 100% do que queria, como na foto acima.

Um dos grandes problemas de usar o Vieuxenne é que ele é à base d´agua, inchando muito a madeira. Num momento, percebi que o revestimento estava muito ondulado, forçando a usar Sargentos e Grampo “C” com guias para amenizar a ondulação enquanto secava. Missão cumprida!

A foto acima o acabamento na 2ª demão, faltando somente pistolar a 3ª e aplicar o verniz no aplique de madeira no painel.

Resultado? Ao meu gosto e criterioso como sou, ficou 95% bom, considerando que é a 1ª vez que faço isso. As falhas são observadas por qualquer pessoa que conheça um pouco de marcenaria. Como experiência, 100% feliz!!!

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