Dois filmes sobre Fords, dois pontos de vista diametralmente opostos.

Nesse feriado prolongado, tive muito o que fazer. Peguei um relógio restaurado (que postarei), peguei meu Sansui AU555 (que também postarei), limpei o Dodge, fiz churrasco com a família de minha esposa, fiz compras de mês e, quando sobrava tempo, assisti TV.

De tempos em tempos tenho de ver o Guia de Programação da SKY, principalmente os canais da HBO e Max. É frequente também a alteração da grade de programas, inserindo alguns bons filmes que não estavam elencados anteriormente.

Com uma sorte de poucos, assisti do inicio ao fim 2 documentários excelentes sobre Fords, mas com temas completamente diferentes. Vamos a eles:

1 – “Love the Beast”, com Eric Bana, dirigido por Eric Bana.

A história é narrada pelo ator australiano Eric Bana, dono de um Ford XB 74. O seu amor pelo carro dura 25 anos e, em um empreendimento audacioso, decide restaurá-lo e equipá-lo para uma corrida, a Targa Tasmania.

O veículo foi equipado com tudo do bom e do melhor, disponível para este modelo exclusivamente australiano. O carro, inicialmente branco, é repintado com um vermelho lindo, calçado por rodas aro 17 que combinam perfeitamente com o porte do Ford.

O documentário mostra sua saga em preparar o carro (esse equipado com um 408ci windsor), participar da corrida (já que ele é piloto amador), conviver com a família e amigos de infância (participantes da equipe), até o momento em que perde o controle e se acidenta, chocando-se contra uma árvore.

O filme tem participações como o Dr. Phil Mcgraw (do programa Dr. Phil), Jay Leno (notório colecionador e entusiasta de carros antigos) e com Jeremy Clarkson (host do programa da BBC “Top Gear”). Ali, cada um entrevista o Eric Bana com o foco em diferentes temas, ampliando a abordagem sobre o carro, a vida e as frustrações.

Em um determinado momento, Jeremy Clarkson diz que os Muscle Cars são lindos, confortáveis e péssimos para pilotagem, principalmente se o motor despeja 600cv.

O DVD está disponível no site http://www.lovethebeast.com.au/ . Excelente compra.

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2 – Mann vs. Ford, diversos, produzido pela HBO.

O filme, mais um documentário, mostra o drama vivido por uma comunidade indígena de Nova Jérsei, vítimas do descaso da direção da fábrica da Ford (Mahwah) com o seu lixo tóxico despejado.

Os habitantes, sem saber o que continha aquele despejo, não se incomodava com o cheiro nem a sujeira que os caminhões faziam no caminho. As crianças inocentes, sem o amparo de seus pais, brincavam em poças de tinta e solventes, alguns fazendo tobogã, outras fazendo “tortas” coloridas a ponto de comê-las.

Com relatos impressionantes, Wayne Mann aciona um escritório de advocacia para lutar contra a empresa, que tanto jogou dejetos altamente tóxicos e comprometeu a vida de toda uma comunidade. Em um momento, a advogada-líder passeia por uma rua com uma moradora (e sobrevivente), contando as casas em que a família foi dizimada por câncer. E não foram poucos…

Somado a isso, alguns dejetos foram jogados em minas desativadas nas redondezas. O problema é que, com vários componentes químicos ali presentes, houve na década de 80 um incêndio incontrolável durante 4 semanas. Os solventes ali presentes, em contato com a água gera calor a ponto de incendiar uma grande área. O resultado da queima é a dioxina, produto que induz câncer, diabetes e queda dos dentes. A dioxina tem como veículo a fuligem do incêndio ocorrido.

Soma-se a isso que a Ford sabia que o produto era de alta toxicidade. O fato era que frequentemente os caminhões traziam toneladas e mais toneladas de cobre, que era recolhido pelos moradores e vendidos ao ferro-velho. Presentinho.

O que agrava todo o problema é que a EPA (Environmental Protection Agency) é conivente, a ponto de ter respostas ridículas quanto ao caso; isso quando tinham alguma consciência, havia alguma resposta. Na maioria da vezs, fecha os olhos diante do problema.

Você pode saber mais no http://www.hbo.com/documentaries/mann-v-ford/index.html.

O fim, óbvio, não é favorável aos moradores.

 

 

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2 opiniões sobre “Dois filmes sobre Fords, dois pontos de vista diametralmente opostos.

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