Critica de filme no site www.bielaquente.com.br

Fazem alguns anos que participei do Bielaquente Autoclube de Niteroi. Lá fiz amizade com várias pessoas, muitas das quais mantenho excelente relacionamento e digo até, saudade.

Por um breve período de tempo, assumi a coordenação do site a pedido do então presidente, Luiz Claudio. E nessa oportunidade pude colocar mais conteúdo, incluindo minha crítica de cinema sobre filmes que tinham carro como temática.

Aqui, faço a cópia do que está disponível no site, com pequenas intervenções minhas para correção.

Divirtam-se!!!

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Corrida contra o destino

Filmada com ilustres desconhecidos na década de 70. O Sr. Kowalsky (o ator Barry Newman) tem como tarefa levar sua encomenda de um Estado para o outro em menor tempo possível: um Dodge Challenger. Com muita poeira e velocidade, ele tenta atravessar com a ajuda de um Soulman DJ de uma rádio e cego, somente ouvindo a frequencia da rádio da polícia. Regravado para fins comerciais nos anos 90, usa meio elenco de “Barrados no Baile” (nesse, Kowalski é interpretado por Riggo Mortensen), altera a história do filme e bota o “Brandon Walsh” como o DJ com um bigode postiço ridículo. Mas o carro é o mesmo branco e de sobrearos.

    Bullit

Devemos no ajoelhar na frente deste filme. É o melhor que existe. Dois clássicos da indústria Americana, um Charger R/T e um Mustang de babar. É o de cenas mais reais, com os saltos nas ruas de São Francisco, a batida no poste do R/T e “quase” do Steve McQueen, o roncado original estourando nas descidas e muito mais. Steve McQueen, de currículo invejável, pilota sem dublês (é só olhar as cenas de dentro do Mustang e vê-lo pelo retrovisor mastigando chiclete e o tiro de escopeta no parabrisa). Quase 5 minutos de perseguição, termina com os dois carros avariados. Queria que não terminasse…

  Fuga alucinada

Contemporâneo de Corrida contra o destino, tem Peter Fonda ao volante. Ex-piloto de Nascar, decide roubar um supermercado e fugir com o seu mecânico e comparsa. Mas sua namoradinha rampeira decide acompanha-lo e só faz cagada. Até metade do filme com um Chevelle azul, vale a cena dele passando entre dois caminhões e trincando o para-brisa. Depois, troca por um Challenger amarelo muito nervoso. Continua a poeira nos policiais que o perseguem de helicóptero até se esborrachar no trem. Dá pena do carro… Vale vê-lo inteiro porque não tem truques de câmeras.

  American Graffiti

Retrata a juventude americana na década de 50, conta com um bom enredo e ritmo constante. Vale ver como era um Hi-boy da época e tentar construir um parecido. Tem Harisson Ford e Richard Dreyfus garotos ainda. No fim, você tem uma vontade louca de acelerar e comer Hamburguer

  60 segundos

Refilmado com um bom elenco, tem uma frota de respeito. No trailer parece ter mais emoção do que realmente tem. Por isso, se você tiver DVD, assista somente a Eleonora (um Mustang lindo de morrer). Um carro de beleza invejável, mas que não o mostra direito. Cheio de jogo de câmeras para parecer mais rápido, exageram nas mentiras, como uma BMW travando rodas (cadê o ABS?) e um Mustang voando como a baleia Free Willy. O áudio deste filme é ótimo.

Já o original da década de 70 tem um enredo mais simples, com ambientação e locação típica da época. Nessa versão, o Mustang Mach III amarelo sofre mais que “boi ladrão” de tanta porrada que toma e dá… nos extras da versão em DVD, o duble aparece dirigindo o exemplar com um incauto como carona fazendo muita zoeira.

  Mad Max

Um clássico, só vale a pena ver o 1º. Desde as perseguições com os Ford “Pursuer” , até a hora em que ele pega o Javelyn para acabar a brincadeira. Prioriza os carros ao jogo de câmeras, focaliza cada amassado das latarias. Interessante pelas versões Australianas dos Muscle Cars que conhecemos. Aviso: a versão exibida pela TNT tem vários cortes que tiram as cenas mais pesadas, como por exemplo, a mão do motoqueiro pendurado no carro do Max.

  O Encurralado

Filme de alta tensão, não possui ninguém conhecido. Aliás, só existe um ator realmente. A tensão é a tônica do filme, que, sem motivo aparente, um caminhão medonho decide atazanar a paciência do caixeiro viajante num Plymouth Belvedere. Não existe um momento sequer de alívio. Primeiro filme dirigido por Steven Spielberg, primoroso.

  Christine, o carro assassino

  Mais um filme de juventude americana, já vimos na vida algum nerd como aquele que comprou a Christine. Fantasioso, interessante passatempo, identificamo-nos com a restauração de um carro que tanto queremos fazer. Vale a pena ver o Plymouth Barracuda que o melhor amigo do nerd tem.

  Velozes e furiosos I

Se cronometrarmos o tempo em que aparecem as marcas NOS e Panasonic, deve dar metade do filme. Excesso de carros japoneses (deve ter sido bancado por eles), para agradar ao público americano, teve que mostrar mais um Dodge muito nervoso. História fraca, vocês fica esperando por mais. Vale pelo bigblock e pela atriz brasileira que namora o mocinho.

As versões posteriores variam no meu interesse e na temática. Ora interessante, ora chato…

  The Wraith – A aparição

  Com Charles Sheen, é café-com-leite. Não compromete, nem entusiasma. Seu carro parece de brinquedo. Vale a pena ver a oficina e as máquinas dos “bad-boys” do filme.

  Os ladrões

Com Jean-Paul Belmondo e Omar Sharif. Disputa com Bullit a melhor cena de perseguição do cinema. O cinema Francês sabe muito bem fazer cenas de perseguição, a exemplo de Ronin. A cena dos carros subindo e descendo escadaria do metro é clássica. Pena que foi filmada com Fiat 1300cc.

  Roberto Carlos a 300 Km/h

Muito bem filmado, de roteiro simples como Roberto pede, é um belo exemplar do que nós temos aqui. Mesmo canastrão, a dupla não estraga o filme. A cena dos testes em Interlagos valem pelo 318 e para quem nunca viu Interlagos sem o S do Senna. É um excelente passatempo.

  Lucio Flávio – Passageiro da agonia

Não é um filme de perseguição, mas é o melhor filme nacional. Interessante pelo Opala 3800 branco que usam na fuga de um assalto a banco. Excelente atuação de Reginaldo Farias.

  Hot Rod – Em busca da vitória

Este filme conta a história de um jovem que viaja atravessando os EUA em busca de corridas de arrancada. O carro dele é um Dodge Chalenger preto com motor big block Hemi (motor raro e muito procurado nos EUA para arrancadas). Deu para ver que tiveram bom gosto no filme. Este rapaz chega numa cidadezinha onde ocorrerá uma etapa do National Drag Racing Championship. Bom, logo no início do filme ele entra num pega com o “boyzinho” da cidade e leva uma fechada, capota e acaba com o Dodge, sobrando apenas a mecânica.

 A pé na cidadezinha faz algumas amizades e consegue com alguns contatos ir montando um novo carro. Detalhe para o carro: motor Hemi do Dodge, carroceria e chassi de um Willys 1940 (pré-guerra), blower 6-71, rodas/pneus de arrancada e por aí vai.

 O filme é recheado de carros antigos pegas e arrancadas com direito a imagens da etapa do campeonato de arrancada, com dragsters arrancando, camaro empinando e por aí vai. Outro carro ‘coadjuvante’ do filme é uma pickup Studebaker.  A trilha sonora tem sons muito bons e marcado pelo som de Little Richard “Jenny Jenny”.

  O Carro do Diabo  – The evil drives

Filme que se atribuía a direção do veiculo ao próprio tinhoso, com direito a vidros infernalmente vermelhos e comportamento diabólico. Cenas de perseguição e capotagens ,embora marmeladas, muito bem feitas. Destaque para o carro perseguindo o mocinho em uma moto trail numa pista MUITO ruim, difícil ate pra moto, mas o carro passa,aos trancos e barrancos;

  O incrível carro negro – BLACK MOON RISING

 Historia de roubo de automóveis tipo 60 segundos, só que o bandido, nada mais nada menos que Robert Wagner, o Napoleon Solo dos Agentes da Uncle, o chefão do negocio, fica em poder de um carro desses de quebrar recordes de velocidade em linha reta em Bonneville .Cenas interessantes de perseguição dentro de um prédio com um grand finale do carro  da janela de um predio e indo aterrisar dentro de outro.

   Moonwalker

De Michael Jackson, o negro que virou branco, na realidade uma coletanea de clips e uma historia babaca dele ser um transformer que veio da lua. A cena que merece destaque é a seqüência em que ele se transforma em um Stratos, um protótipo feito por Bertone no inicio da década de 70, que espetacularmente escapa ao cerco do poderoso chefão que estava em seu encalço. Embora fosse, pelo que eu saiba, um modelo em escala radiocontrolado, o carro rouba o filme.

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As críticas por mim feitas refletem exclusivamente o que pensava à 10 anos atrás. Hoje, depois de ter assistido a vários outros filmes com a mesma temática, mudou muito pouco a minha opinião. Em breve farei um outro post sobre os filmes que não foram contemplados aqui.

Fonte: www.bielaquente.com.br

 

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4 opiniões sobre “Critica de filme no site www.bielaquente.com.br

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