Eletrodomésticos antigos, parte 1

Frequentemente folheamos alguns anúncios ou revistas de decoração que apresentam um design de cozinha moderníssimo, com cooktop, microondas inox, geladeiras com tela LCD, adegas inteligentes, etc… Ficamos maravilhados com a tecnologia e o conforto que ela pode proporcionar.

Pode.

Convenhamos que uma geladeira com LCD refrigera da mesma forma que uma Consul comum, certo? O que a faria melhor é se compararmos uma Frost free com outra de degelo. Estamos falando de conceitos diferentes, operacionalmente diferentes.

Uma adega garante as condições ideais para guarda de um vinho, independente da qualidade do mesmo. Para quem bebe, deve ser um bom investimento, o que não é o meu caso.

E, ao mesmo tempo, presenciamos decoradores misturando arquitetura e recursos arquitetônicos com utensílios antigos ou vintage. Ou pseudo. Tanfo faz. Nesse caso, então, sou um daqueles que poderiam acertar na medida de misturar gerações diferentes de utensílios, apesar do fator financeiro falar mais alto.

Quando meus pais casaram, a exatos 50 anos, os utensílios que poderiam adquirir tinham um conceito muito distinto dos atuais. Facilidade no manuseio, todos os fabricantes apregoam, apesar das propagandas que existem por aí; modernidade, idem; produtividade, idem. Então, me diga qual a diferença entre um liquidificador da década de 70 para um de hoje?

Liquidificador Arno

 

Desde que me entendo por gente via meus pais cozinhando, batendo massa, fazendo vitamina ou outras coisas mais nesse aparelho. Originalmente o amarelo é mais esmaecido que o da foto, pois na época reformamo-no e a cor original não estava disponível (colorjet, né?).

Fazia parte do conjunto um copo de vidro, que pessoalmente me dá arrepios. Destesto manipular vidro ou cerâmicas. Quem já viu um corte ocasionado por eles sabe do que falo. Mas a estética falará mais alto e, para concluir o pacote de restauração, comprarei um copo similar no mercado.

Lembro-me bem deles utilizando o aparelho para bater massa de pão, fato que hoje só seria concluído num aparelho semi ou profissional.

Os fundilhos...

 

Hoje, os produtos Arno não se apresentam com as características outrora apresentados, como modernidade e resistência. Para isso, você terá de comprar algo da DeLonghi, Cuisinart, George Foreman, Honeywell entre outros. E você pode imaginar o preço a ser pago…

******************

Aliás, como vocês devem ter percebido, prefiro a variedade de temas do que a profundidade. Dizem que isso é uma característica sólida e evidente dos geminianos. Pode ser, pois sempre fui assim.

E também vou sempre preferir falar de algo que possuo, uso, vi ou senti, e não coletar e pesquisar sobre informações estatíticas ou históricas (quando foi fundada, número de funcionários, etc). Que essa tarefa fique para os historiadores e aqueles que possuem um pouco mais de tempo e paciência do que eu.

Bastam 3 velocidades!

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2 opiniões sobre “Eletrodomésticos antigos, parte 1

  1. Pessoal, os eletrodomesticos antigos duram milhares de ano,basta uma manutenção. pena que a mente humana agora é preferir jogar fora as coisas boas antigas para não pagar uma restauração e preferem comprar LIXOS novos que duram no maximo 1 ano e ficar trocando a todo tempo.Igual os moveis da MARABRAZ que lindos por fora mas que vivem sendo jogado fora nas calçadas para o lixeiro levar.Essa é a mente humana de hoje em dia.

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