Qualidade, parte 3

Processo de conformação é aquele em que se dá uma nova geometria ao material sem retirada ou perda de material. Usinagem é o mesmo processo, só que com retirada de material.

Ambos os processos geram tensões, que podem ser prejudiciais ou não. Um dobramento pode gerar tensão na região próxima à mudança de direção, mas que este nunca atue contra o material. Velocidade no dobramento, quantidade de etapas no processo, espessura e tipo de material influenciam na sua resistencia. Alguns materiais são elásticos, mas não plásticos. Eu explico.

Todos os materiais possuem regime elástico e plástico. Às vezes, este limiar é observado nítidamente através do gráfico tensão x deformação sob o limite de escoamento. Às vezes, é necessário calcular, pois não é claro. Um dobramento, embutimento, forjamento, etc, trabalham no regime plástico do material, porque o deformaram com tensões acima do limite de escoamento, e suas dimensões não retornaram ao mesmo do estado bruto. Se este material resistiu ao trabalho, significa que você  o realizou dentro dos limites físicos e metalúrgicos deste material e ele é chamado de tenaz.

Já o caso de uma mola, esta trabalha somente no regime elástico. Você NUNCA conseguirá deformá-la além do regime elástico (digo em condições extremas de uso). 

Então um material forjado é sempre o melhor? Nem sempre.

O forjamento é um processo que pode ser realizado a quente (acima de 709ºC) ou a frio, que produz uma peça conforme o perfil da matriz e seu punção. É realizado quando se quer chegar a uma forma intrincada sem usinar. A produção é muito mais rápida e limpa. A pressão realizada sob o material faz com que os grãos metálicos do material, que antes eram circulares, se tornem chatos, em forma de estrias. Assim, a resistencia no sentido das fibras é muito maior do que transversalmente, e também, de quando bruto de fundição.

Mas às vezes você não precisa ou não pode ter uma peça com tamanha resistencia. Deve haver uma combinação de resistêncis para que uma peça mais cara e menos resistente entre em colapso do que um mísero parafuso. Peças que trabalham em choque (absorção de energia, ou seja, dútil), como suspensão, devem ter um equilíbrio para que o conjunto não sobra com a robustez demasiada de alguns componentes. É preferível que um parafuso de rompa do que a manga de eixo, pois um parafuso é colocado em uma determinada posição que, quando falhar, não comprometa a dirigibilidade e cause acidentes.

Para diminuir à resistencia à torção, flexão e tração, realiza-se o tratamento térmico de alívio de tensões. Este será realizado conforme critérios de normas internacionais e certamente, por profissionais capacitados.

Mas se eu diminuir a resistencia da peça através de um alívio de tensão, esta não se tornará pouco resistente à abrasão? Sim, e então faremos um tratamento superficial, que pode ser têmpera, martêmpera, revenimento, carbonetação, carbonitretação, boretação, e assim por diante.

Tem dúvidas, consulte um Engenheiro Metalúrgico.

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