Qualidade, parte 1

A palavra “qualidade” tem vários significados, e várias interpretações. No livro “Zen e a arte da manutenção de motocicleta”, de Robert Pirsig (editora paz e terra), o autor aborda o tema, colocando seu personagem em um interrogação, que o deixa angustiado, principalmente porque esté é um eterno insatisfeito. Apesar da constante busca da qualidade, sabemos que é pouco provável que alcancemos a excelência, seja por questões técnicas ou econômicas.

 Qualidade pode ou não demandar tempo e dinheiro. Trabalhos simples em que o ingrediente qualidade faça parte do processo, automaticamente é realizado um serviço satisfatório, atendendo ou superando as expectativas.

 É necessário também colocar limites ou critérios de aceitação, porque senão, perderemos precioso tempo em algo que já atende à sua utilidade. A aplicação de um determinado material ou técnica deve objetivar o cumprimento do que é prometido, ou seja, satisfazer em estética, utilidade e durabilidade.

As referências não devem ser projetadas em sentimentos pessoais. Devem possuir embasamento teórico e também prático. Quem já viu o conjunto de suspensão dianteira de um Fiat Uno acredita que no primeiro buraco ele se desintegre. Alguém presenciou quebra, empeno, perda de controle ou algo parecido? Isto significa que foram adotados projetos, processos e materiais adequados ao uso, garantindo todos os adjetivos citados acima. Abusar de solda, chapas grosas, 400 demãos de tinta só engrossam a lista do desperdício.

Tudo que deve ser feito em um motor, carro ou projeto deve contemplar uma programação de atividades, profissionais envolvidos e custos. As idéias devem ser colocadas no papel, a fim de serem realizadas conforme idealizado. E cada etapa deve ser exaustivamente planejada, pois a ordem dos fatos pode alterar o produto final e o sua conta bancária ser dizimada. Procura-se, ao máximo, evitar desperdício e retrabalho.

Alguém já ouviu em falar de tratamento térmico? Espessura de película seca de tinta? Exame de dureza superficial? Rugosidade relativa? Se você conhece alguns dessas técnicas de inspeção para garantia de qualidade, já é um bom começo.

Nas próximas colunas abordaremos as várias modalidades de inspeção e exames.

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