Do-it-yourself

A tradução literal do tópico do post é “faça-você-mesmo”. Comportamento muito comum nos EUA, onde a profusão de marcars de ferramentas, lojas de ferramentas, acessórios, tintas e vernizes, deixam qualquer um tonto.

Existe um outro nome para essa atividade ou hobby: bricolagem. Mas por motivos óbvios não usarei esse nome…

Aqui no Brasil temos sim a mania de tentar fazer tudo por conta própria, achando que sabemos fazer e tentando, também, economizar um din-din não chamando um profissional. É por isso que vemos tantos “puxadinhos” tão tornos que estão mais para “caidinhos”!

Faz um bom tempo que meu pai compra ferramentas para utilizá-las tanto aqui em Niterói quanto em Cabo Frio, onde fica nossa casa de veraneio. Nesta casa, que é um pouco mais velha do que eu, tem a garagem contruída a aproximadamente 20 anos, aparecendo então, o lugar apropriado para manter tais ferramentas e dar início (ou asas) ao hobby (que já é eventual).

Começo meu retorno aos posts motrando parte do local de trabalho que usamos a alguns anos e serviu de “desanuviador de mentes” por 1 semana, a última da minhas férias.

Armário de ferramentas

Essa armário de ferramentas comporta 80% das ferramentas de outras porcarias úteis que meu pai possui. Os outros 20% estão aqui em Niterói.

Vou contar um história:

Minha mãe trabalhou na Marinha do Brasil, mais precisamente na Ilha da Cobras. O ministério possuia um verba anual para reforma e modernização de suas instalações. Esse dinheiro tinha de ser usado, pois caso contrário, não seria mobilizado para outro centro de custo e retornaria ao Tesouro Nacional.

Assim sendo, vamos trocar tudo, né! O que faremos com as instalações antigas? Simples: vamos dar aos funcionários.

Desta forma, chegou a vez de minha mãe ganhar os móveis. É claro que não são residenciais e nem o estilo é dos mais bonitos. Nem ligo…

Meu pai, com ajuda de 2 marujos colocou o que pôde numa Caravan que tínhamos e seguimos rumo à Cabo Frio. Descarregamos e o mantivemos lá guardado por 5 anos.

Um dia, decidimos usar a estrutura para forrar o móvel de alvenaria que já existiam. As portas ficaram para um marceneiro profissional. Quando este mesmo foi chamado para montar um dos armários, meu pai mostrou as portas usadas nesse armário de ferramentas (que ainda não existia). Vimos as medidas e o marceneiro falou: “é muito grande e não vou cortar”. Perguntamos o porquê e ele simplesmente disse: “vais cortar uma porta de jacarandá?”. Obviamente gelamos e decidimos utilizá-la em um lugar menos nobre sem amputação.

Lado esquerdo

Lado direito

 

A bancada abaixo foi construida pelo meu próprio pai, pois até então não tínhamos uma bancada decente. Agregado, dois equipamentos importantes.

A bancada equipada

Furadeira de coluna e morsa de bancada

Motoesmeril

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2 opiniões sobre “Do-it-yourself

  1. Pois eu estou com o marceneiro, é preferível abrir o portal a cortar uma porta de jacarandá. Seria como rebaixar o teto de um DeSoto do pós-guerra porque a porta da garagem não sobe totalmente; vai sacrificar qual?

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