O que existe por aí

Nós brasileiros sofriamos de alguns males e mitos. Um deles é de que somos talentosos, mas pouco profissionais. Outro é de que não sabiamos o que ocorria lá fora, nos países desenvolvidos. E, por ultimo, de pouca memória. Com o passar do tempo, comecei a reparar em algumas mudanças no nosso comportamento e no comportamento dos mercados. Passei a reparar no número de revistar especializadas em automóveis alterados, saindo do lugar-comum dos zero quilometro. Passei a reparar também na quantidade de carros com rodas esportivas e som potente, no insulfilm, no escapamento aberto, etc. E vi que os automoveis antigos e clássicos tiveram uma grande valorização. A nossa referencia de motores fortes eram os Chevrolet 4.1, Dodge, Ford 302 e VW AP1800s. E vim a descrobrir outras usinas de potencia, que foram esquecidas no relento, desvalorizadas e discriminadas por nós por completa ignorancia. Alguém já viu uma ElCamino SS 396? Eu vi uma única vez e digo que me emocionei. E me envergonhei pois não conhecia um carro que rodava aqui no Brasil na década de 60 e 70 pois foi importado até 1973, sendo cultuado no exterior. Quando li mais sobre a história dele, me arrepiei e quis saber mais sobre ele. Mas faltava literatura nacional, o que me faz crer que ele passou por aqui como mais um carro importado, não sendo dado a devida importancia. A Chevrolet no Brasil NUNCA montou motor v8 num carro nacional. E o motor mais popular nos EUA é o GM 350. Quantas vezes vimos um Mercury Cougar, um Mustang Mach one, um Barracuda? Pouquissimas, alguns modelo nunca. E dá a impressão de nunca vieram até nós. Quando não presenciamos ou vivenciamos algo, temos a tendência à incredulidade e achamos que a fonte de informação é um tanto fantasiosa. E quando descobri o Pontiac GTO, que emoção. E vim saber que, mesmo sendo uma subsidiária da GM, seus componentes são diferentes uns dos outros. Exemplo é que o Chevelle é 454ci e o Pontiac é 455ci. Mas loucura mesmo é o tal do Oldsmobile F85 4-4-2. Quadrijet, 4 marchas manuais e escape 8×2. O carro possui dois modelos especiais chamados w30 e w31. É tão exclusivo que não tem lugar para o rádio, não tem aquecedor nem como opcional e 2 farois foram removidos para dar lugar a duas entradas de ar, direcionadas ao filtro de 12”. Aceleração? 0-400m em 14,65s. O Corvette acelerava em 14,05s. E eu não sabia o que estava perdendo. O grande responsável de toda essa informação ser disseminada é o mesmo que uso para me comunicar com vocês. O computador e a internet são nossos aliados, mesmo que seja cansativo e de conteúdo exclusivo (como os catálogos pagos) adquirili-los. Não podemos reclamar. Gostaria de ver mais estas pérolas rodando pelas ruas, participando de encontros, vendo histórias de restauração. Ainda estamos com a mentalidade do exclusivismo, de que-só-eu-tenho-e-não-quero-mostrar-porque-derrete. Porque só eu que tenho dodge posso sair sábado, pegar congestionamento e ligar o ar-condicionado no verão? Muitos não tiram suas relíquias (eu já falei isso…) nem o fazem torná-lo conhecido. Participar uma vez ou outra de eventos não faz mal. Costumeiramente ouvimos “é o único XR-7 do RJ”, “GTO igual a esse só em SP”, “Niteroi nunca teve Buick”. E é difícil de saber se são verdadeiras ou falsas as afirmações. Como o movimento de restauração de de publicações estão aumentando, acredito que é só ter um pouco de paciência para que as “pérolas” dêem o ar da graça.

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