Revox B226

Pessoal:

Alguns dos meus amigos e familiares sabem que possuo como mania visitar feiras de troca e venda de produtos. Essas são comumente chamadas de “Feira dos Paraíbas”. Porque?

Normalmente essas feiras são organizadas por migrandes do norte e nordeste do Brasil, que tentam a vida aqui no sudeste. Estes, no seu tempo vago, procuram vender algo que possuem para comprar o almoço; alguns catam coisas na rua; e, também, outros furtam, dizendo-se os donos do produto ou “amigo” do dono do produto.

Nessas andanças vou em busca de alguns aparelhos, que óbviamente são vintage. Faz um tempo que não tenho olhos mais para Gradiente e Polyvox; não que sejam ruins, mas você começa a ser um pouco mais seletivo, além da sobrevalorização irreal que há no mercado informal.

Assim, apresento a minha última aquisição: CD Player Revox B226.

Esta é a mais recente compra em feiras. Daqui em diante, pretendo fazer uma cronologia reversa mostrando meus aparelhos: do mais recente ao mais antigo.

ReVox B226, fabricado na Alemanha

Essa criança tem procedência Alemã, mas a marca nasceu realmente na Suíça. Para quem conhece um pouco de geografia, Alemanha, Suíça e Austria fazem uma fronteira na qual algumas empresas possuem sede num país mas fabricam no vizinho. Isso acontece com os relógios (Jacques LeMans, por exemplo) e aconteceu com esse exemplar.

O aparelho tem contrução soberba, pesando quase 9 kilos. Para que conhece um pouco, sabe que o peso de um componente atua dieretamente na absorção de vibrações, independente da frequência ou amplitude. Portanto, um aparelho como esses é menos sucetível à vibrações espúrias.

Comprei sem testar… Eu sou maluco mesmo! Também, por R$15,00…

Como sei, então, que vale à pena adiquirir?

Pelo estado em geral: no meu caso, faltava o cabo de alimentação. Ou seja, o problema principal não é ausência de peça primordial no funcionamento. E sim, num cabo substituível.

Conector IEC C9

O conector da fonte que vocês observam é o padrão IEC C9. Ou seja, elefante branco. Tentei achar equivalente, mas nada servia.

Qual foi minha alternativa: descobrir quem usava. E conclui que somente a ReVox e a Roland usavam. Liguei para o representante da Roland, enviei a foto e até agora, nada…

Escrevi para o representante da ReVox na Austria e estes, prontamente responderam ainda possuir e enviar aonde quizesse. Combinei com um amigo de trabalho que recebece em casa (ele é Colombiano, numa obra no Brasil, vivendo em Linz (Austria)) e me enviasse depois. Custo? 22,00 Eur. Com postagem!

A outra forma de saber se vale à pena é conhecer um pouco do aparelho e da marca. Não adianta nada tentar comprar algo da Zenith, poois não conseguirás nenhuma minúscula peça aqui no Brasil. Nem me venha com Laser Disc, pois qualquer outra tecnologia a ultrapassou.

Decidi ligar o aparelho fazendo um improviso, já que não possuo o cabo original. Prontamente o aparelho acendeu, mostrando que a fonte funciona. Ao acionar o “load” vi que a gaveta fazia muita força através do motor (que usa correia dentada!), tendo um funcionamento intermitente.

Como meus conhecimentos de eletrônica são superficiais, preferi não maxer em mais nada.

 
Essa é a seção do DAC (Digital-to-analog Converter). Depois explico melhor. OK?
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Continua…
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